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Carta a alguém muito especial ...

Lisboa, 26 de Outubro de 2007
 
 
 
Uma história triste de encantar!...
 
Encanta e desencanta, todo o Amor que fez acordar um coração, adormecido, senão morto...
Um corpo, que estava indiferente, que nunca chegou a estrebochar, como o esturtor, da morte, mas, não estava morto, estava simplesmente adormecido, nunca ninguém o tinha, feito sentir, que realmente existia...
 
Foi numa noite, de tédio, como muitas, durante uma vida inteira, mas diferente, que as máquinas as transformaram e fizeram os dedos teclar, a toda a velocidade, investigar os programas de diversão e de desabafos, para estranhos, que não conhecem ninguém, nem tão pouco, se conhecem a eles próprios, vêm todos para o mesmo, para passar o tempo, para não dizer, para o engate... nem todos, nem todas vêm, vêm simplesmente minimizar o tempo de solidão, de desespero, e ai que bom, ninguém conhece ninguém e ainda nos confessamos melhor do que a um padre, mesmo até não dizendo a verdade, do nosso estado
separado e ser casado, ou vice versa.
É o despejar de todas as nossas, ilusões e desilusões, traições, amores e desamores, e todas as nossas tristezas...
Ninguém conhece ninguém!... Nada faz mal!...
O tempo corre sem darmos conta, as horas vão até de madrugada, com a promessa de voltarmos, á noite, pois estamos, no mesmo dia... E voltámos...
Um dia, após o outro, e aí a curiosidade começa a ser maior, mesmo com a câmara a mostrar-nos uns aos outros, queremos conhecermo-nos melhor, e marcamos um encontro, para beber café, que nunca chega a ser bebido, mas, sim ficamos no carro, a conversar, e o tempo corre outra vez, mas, o próximo encontro, já não é no carro, é para exploração do corpo.
É a ansiedade, a saudade de ser amado, e pensar, o que vai ser de nós? Vai dar para passar o tempo? Para aliviar as tensões acumuladas de tanto tempo? E, a primeira vez, poderá não correr, como ambos imaginam, mas, tenta-se outra vez e mais outra, sendo cada vez melhor, e os sentimentos, esses que estavam no refundio dos nossos seres, vão vindo ao de cima, como uma folha, ao cimo das águas cristalinas.
E. o tempo corre, e vamo-nos conhecendo, ainda melhor, e vamos sabendo mais de cada um, e o tempo vai passando.
E, a coragem, torna-se corajosa, e daí, concretiza-se um sonho, de ambas as partes, sonho esse, que não está totalmente realizado, nem pensar, falta-lhe o melhor, e o sonho deixa de ser sonho, e ser pesadelo...
Os pensamentos, não param, as tristezas são ainda maiores, e a vida, começa a deixar de ter sentido, a angústia, é grande, devassadora, mesmo...
E, porquê, tudo isto?
Porque os sentimentos, conseguiram mudar a situação, e são tão fortes, tão fortes, tão sinceros, tão grandes, é um dar tudo, de tudo, é uma entrega, tão grande, tão grande, é um amor tão sincero, que já não se aguenta, esta espera, que desespera, e sem ter uma solução, não há resolução para esta vida...
Já não há sono, nem fome, nem lágrimas, mas o amor, já podia ter sucumbido, mas não morreu, não consegue morrer, pelo contrário, cada dia que passa, está mais forte, por que a esperança, também, apesar de fraca, vai vivendo um dia de cada vez.
 
Sou eu, que te amo do fundo do meu coração, que te tenho muito amor e uma grande amizade, que não consigo estar sem estar ao pé de ti, que ainda estás junto a mim e já tenho saudades, umas saudades tão grandes, um amor do tamanho do Universo, não acreditas?
Mas, tenho frio, quero o teu calor, não há Sol que me aqueça, e tu dizes que as minhas mãos são quentinhas, e boas, a minha boca dá-te os beijos tão bons, e que te fazem sentir e crescer, sabes?
Será que é assim o Amor? Será que quem ama, tem de sofrer?
Porquê?
 
Já não tenho forças...
 
Beijos
 
 
 
 
nita
Enviado por nita em 26/10/2007
Código do texto: T710720
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Sobre a autora
nita
Portugal
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