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Carta da Ausência

Tenho dentro de mim saudades.
Tenho escrito rascunhos de mim.
Descrito sentimentos nunca vazios, mas encharcados de amor. Tenho visto homens com cara de animais e animais com cara de homens, que se o coração pudesse pensar, pararia... segundo o ilustre Fernando Pessoa.
São retalhos de mim, colados aos rascunhos... de mim, de nós.
Sinto... inspiro...transpiro!
Abro a boca e o peito pro mundo, busco paisagens coloridas, mas vejo o cinza da neblina do meu dia.
Saudades essas que me fazem viajar no tempo. Tempo esse que já se foi...
Penso em você e choro. Mal consigo respirar pelas lágrimas, e o peito dolorido. E cada vez que falo contigo, choro. Hoje poderia estar almoçando com você, deitada em seu sofá com você, coração acolhido.
Meu coração está sentido.
Dolorido.Frio.Perdido.
Querendo se aquecer de você, de um beijo ardente ao invés de um chocolate quente.
Esse frio, essa ausência... Longe de casa...
Longe de você.
Saudade assim machuca a gente. Peito dolorido, já dormente.
Ao telefone já não é suficiente, a voz antes calmante, agora excitante da dor.
Apartamento vazio. Televisão ligada. Vazio de dia, de madrugada.
Cadê você?!
Priscilia Nascimento
Enviado por Priscilia Nascimento em 15/11/2005
Código do texto: T71911
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Sobre a autora
Priscilia Nascimento
Recife - Pernambuco - Brasil, 35 anos
222 textos (24433 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 05:18)
Priscilia Nascimento