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MISTERIOSAMENTE EU TE AMO.

 

 

Imaruí, SC, 10 de novembro de 2007.

 

 

Para a minha Deusa301 - Luzbel.

 

 

Help! Help! – Eu estou te amando!

Infinitamente eu gosto de te gostar e, esse meu modo de te gostar é tão bom que, já estou sentido que infinitamente estou gostando de te amar.

Amar de amor, amar de querer, amar de desejar, amar de estar junto de ti e de poder te ver, enfim, deixar a minha alma se espraiar mansamente sobre a tua; essa sim, seria a doce, desejada e indizível sobreposição.

Agora, confesso-te que já me sinto refletido em teus lindos olhos, e me vejo percorrendo como menino afoito pelas tuas teimosas lembranças de mim, e assim, sinto o teu gesto impensado aconchegando-me carinhosamente ao teu arfante peito, com aquele teu singular gesto cândido e mimoso.

Ó divina Luzbel!

Sem dúvida alguma, e eu juro por todos os deuses e por todos os cupidos que, tu foste levantada dos meus sonhos através da minha força anímica para, viveres comigo essa incompreensível e doce realidade.

Por isso, eu misteriosamente te amo, porque passei a ver em ti um cacho louco de esperanças, prontos para serem colhidos na vindima do nosso adolescente amor.

As nossas irreverências, saborosamente inteligentes, dizem bem do nosso bem estar de alma e, nessa química misteriosa, nós somos mágicos alquimistas dos nossos lindos e projetados anseios.

Não mais me prostrarei ante a solidão, agora vivo esse inexplicável entorpecimento onírico e a gravidez rica do nosso amor.

A minha riqueza não está na posse gananciosa de preciosos metais, está sim, agora depositada nas moedas raras, infinitas e verdes do teu lindo olhar.

Ó amada!

Afaga-me com os teus beijos, pois o cálice floral dos teus lábios contém o néctar da vida e do amor.

Tu sabes que esse mistério da vida nós teremos que vivê-lo e, para que possamos transformá-lo num interminável idílio, eu vou precisar para sempre dos teus lindos olhos.

Amo-te misteriosamente e descabidamente e, por ser assim um enigma fascinante e absurdo, doravante me prostrarei indefeso entre as tuas mãos.

Por que elas, afinal, também cabem docemente em minhas mãos.

 

 

 


Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 10/11/2007
Reeditado em 11/11/2007
Código do texto: T731653
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira