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Insegurança Eterna

 
Tema fácil de escrever pois dela somos reféns, não precisamos estar nas cidades grandes para tê-la pois em todo lugar a todo o tempo nos deparamos com ela; Não sabemos quem é quem, ninguém tem letreiro na testa.
A cada momento nos deparamos com situações inusitadas, discussões de trânsito, desentendimento entre vizinhos, briga entre estudantes nas escolas ou nas portas delas; Balas perdidas muitas vezes achadas mais que perdidas.
De onde vem a revolta interior que leva uma pessoa a agredir outra, será que vem do inconsciente ou é simplesmente o instinto animal de se defender agredindo, aquela velha tese de que a melhor defesa é o ataque.
A insegurança está intimamente ligada à violência, pois a violência que temos dentro de nós, quando em ação a observamos sempre no vizinho, no colega de classe ou no simples parceiro de farra, mas geralmente a nossa não a conseguimos controlar, arrumamos sempre uma desculpa externa muitas vezes sem sentido, como por exemplo, ele estava me encarando.
É pessoal falar de paz é fácil, vocês acompanharam a propaganda do sim vinculadas na televisão cheia de artistas globais pregando a tão almejada paz, para alguns deles á fácila falar em paz vivendo dentro de condomínios fechados na Barra da Tijuca e trabalhando no PROJAC, pois pouco ou quase nada se deparam com a vida real, com as incontáveis favelas da cidade maravilhosa, o reflexo do problema social que vivemos.
Não se tem emprego, e quando se tem é mal remunerado, algo se faz? Não! Muito se fala e pouco se age. O emprego é mal remunerado pois não se tem qualificação. Não se tem uma qualificação porque não se teve uma boa educação. Quando se tem uma educação não é? Nem se tem uma boa instrução no mundo de hoje! Quanto mais educação! É a margem!
È minha gente! A margem cresce o futuro desaparece, não só pra margem como pro fundo do prato; Sigam suas teses, marginalizem seus semelhantes, degradem, espurguem, aniquilem, uma hora a suas hora vai chegar...
Garotinho dê comida aos pobres, faça seus restaurantes populares, seus hotéis populares, suas tentativas ridículas de chegar a presidência da República; Abra mais piscinões César Maia, exclua a praia a quem nem isso tem direito agora! Sua população nobre da zona sul já não consegue freqüentar seus cartões postais em paz; É! Mas não se esqueça que a zona sul já está lotada de favelas também e essa população não irá sair pra curtir piscinão em Ramos isso lhe garanto!
Não se esqueçam pobres e ricos que sois todos seres humanos e dependem uns dos outros sempre. Os pobres precisam dos ricos pra poder trabalhar nas suas empresas, indústrias, condomínios; E ricos, precisam dos pobres para se enriquecerem ainda mais, para lavar as suas sujeiras, mas não reclamem da formação das favelas às suas portas não! Pois vocês são parte delas assim como elas são produto dos luxos que vocês põe dentro dos seus lares.


                                                       Pablo M. Rodriguez
Paez
Enviado por Paez em 19/11/2005
Reeditado em 04/04/2007
Código do texto: T73612
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Sobre o autor
Paez
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 38 anos
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