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Vergonha

Não podia deixar de falar do que ainda queima aqui dentro.

As palavras parecem que frigem sobre o aço que derrete na lava incandescente do vulcão maria.

Sinto vergonha.

Sinto tanta vergonha do que falei, de quem magoei, que não consigo calar meu choro de dor.

Como pude ser tão leviana com minhas palavras?

Como pude ser tão insana?

E agora, além de perder amor, amizade, perco o respeito por mim.

Sou um lixo mesmo.

Um rato que saiu do esgoto e pensou ser um lindo passarinho a voar no céu azul.

Não sei o que dizer diante do meu desatino.

Da minha loucura.

Da minha insanindade.

Com essas palavras e com um constrangido pedido de perdão a mim mesma, à minha querida mãe que me gerou com tanto amor, aos meus queridos todos, retiro-me para juntar no chão o restinho de dignidade que ainda possa existir em mim para continuar minha vida viver...
Maria
Enviado por Maria em 16/11/2007
Código do texto: T739338
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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Maria

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