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O MAR ERA AZUL E A SERRA ERA VERDE

 

 

Imaruí, SC, 24 de novembro de 2007.

 

 

Querida Luzbel,

 

 

 

Nesta cartinha on-line que agora te escrevo, eu quero deixar patenteado que, encantadoramente, eu já percebi que estou teu amando de muito amor.

Je t’aime d’amour!

Se duvidares ou não entenderes esta minha confissão pública, eu juro que perante toda a minha corte, assim como também perante todos os meus súditos, enviarei pelas longínquas planícies do meu reino, trovadores devidamente ornamentados com o meu brasão  para que anuncie  o meu amor por ti.

Esses verdadeiros arautos do amor, anunciarão em prosa e versos e, aos quatro ventos, o grande amor que misteriosamente estou te devotando, pois os prosadores saberão traduzir muito bem esse sentimento que atualmente cismou em nos invadir.

Para que assim, chegue aos teus delicados ouvidos a minha ânsia última, essa ânsia que, agora consiste em te amar desmesuradamente.                         
                      E nesta hora de júbilo, aproveito a solenidade e a sublimidade deste momento, para rogar ao Senhor Nosso Deus Todo Poderoso, que abençoe e prolongue o nosso doce encantamento até às fronteiras da eternidade.

Tudo será feito conforme os desígnios desse inominável e onipotente Deus, esse mesmo Deus, tão bom e cheio de amor, no qual acreditamos com muita convicção.

Senhora Minha e Deusa Muito Amada, estou construindo com arte e muito esmero, uma aconchegante cabana, toda edificada com as sessenta e cinco taboas que extrai da floresta da minha vida, para que tu possas um dia descansar os teus lindos olhos verdes.

Senhora Minha: É espantosa e gratificante a forma como estou guarnecendo esse lindo amor que em nós se atracou, entretanto, ainda permanece em mim uma doce saudade, a saudade sim, de quando subíamos aquela serra encantadora, ocasião em que, eu mensurava beijo a beijo o teu corpo de mulher amada, sorridente e fagueira.

Confesso-te que naquele dia o meu encantamento era total, porque tu como lépida menina, brincavas graciosamente de fugir dos meus beijos e abraços, para depois me submeteres passivamente, ante a pulcritude indizível do teu corpo e o furor dos teus lânguidos beijos.

Minha Linda Deusa, naqueles momentos e, ante o verde cativante dos teus lindos olhos, eu me sentia incoercivelmente atraído pela constelação linda dos teus lábios, que, com aquele teu jeito de menina travessa, percorrias com esse teus dois parênteses sôfregos de sedução, os meus lábios que te mordiscavam loucos de amor.

Ah! Minha adorável sapinha, de pulo em pulo, soubeste-me com todos os teus carinhos me levar silente às fronteiras do paraíso e, eu como guerreiro vencido, depus aos teus pés as minhas armas, os mísseis prazerosos e incontroláveis de amor.

Adorável e Linda Mulher, agora eu já me sinto totalmente algemado a ti e não me queixo desse doce jugo, todavia, agora desejo jogar as chaves em alto mar, para que, não se abram nunca mais essas algemas emocionais que, nos prende e nos une, tornando-nos um só, nesse amor que nos embriagou com tanta ternura.

Ficam aqui estabelecidas de forma definitiva e pública essas minhas entusiasmadas declarações de amor, bem como as razões que me levaram gostosamente a te amar.

Je suis enchanté de faire votre connaissance!



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 24/11/2007
Reeditado em 26/11/2007
Código do texto: T750133
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira