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Carta ao Amor que Desabrochou


Sabe, muitas vezes eu tentei descrever exatamente como te vi pela primeira vez. Estranho nunca ter consegui descrever exatamente um dos acontecimentos mais marcantes em minha vida. Meu diário inclui passagens tristes de minha vida, passagens muitas que gostaria de esquecer e as joguei num martírio sincero delas mesmas.

Na maioria dos dias, me perco em pensamentos, mergulhada num abismo divagante das idéias, voando entre montes, achando e até discordando de muitas coisas, concordando com outras, talvez.

Nesse mergulho íntimo te encontro no centro dos meus pensamentos. E a chuva continua a cair lá fora. Talvez o dia nublado que um dia eu te disse que amava, tenha chegado, talvez a chuva que molhava meu rosto enquanto chorava, seja hoje um bálsamo para o amor que tenho em mim.

A melodia que invade meu ser, tocada ao fundo por Ana Carolina... Que tanto instiga as minhas inspirações, e as palavras curtas que balbucio sozinha sempre, quando converso comigo mesma... Acredito no milagre do amor, na verdade que ele exprime, nas palavras que escrevo, rascunho nos guardanapos das mesas dos bares que vou.

Pelas ruas que andei.

Nas calçadas que tropecei... Haviam buracos que esqueci de desviar... Pensava em você de cabeça erguida e olhar perdido no tempo. Em todas as flores que te dei, estavam lá minhas esperanças em cada pétala, eu não sei parar de pensar em você. E não sei se crê em tudo que falo. Pra mim não interessa se acredita, ou não.

A rebeldia dos meus pensamentos e atos impulsionam os meus passos, mapeados pelas lágrimas que um dia caíram dos meus olhos, nessas mesmas calçadas. Sabe, eu nunca amei tanto alguém, como amo você, é algo tão grandioso, que não cabe em mim, e transborda pelos meus sentidos.

Você é uma flor que colhi, num campo rústico, intocado... Que ninguém havia ainda observado... Sentei e segurando essa flor, fui vendo quanto havia e há de beleza nela...

Me furei algumas vezes com os espinhos, é verdade, mas fui os tirando, e os que não dava pra tirar, eu quebrava um pouquinho pra eu não me machucasse...

Então fui ajeitando uma pétala machucadas, regando quando precisava , velando dias e noites... Essa flor foi encontrando um vigor interessante, e me apaixonei por ela desde o primeiro momento.

Hoje sei que a flor se sustenta sozinha, alimenta alguns bichinhos, e fonte de mel para as abelhas, de refúgio para os beija-flores, sustentação para seus amores.
Eu não me canso de admirar você.

Um beijo com o olhar da lua,

Eternamente Eu.

Priscilia Nascimento
Enviado por Priscilia Nascimento em 06/12/2005
Código do texto: T81728
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Sobre a autora
Priscilia Nascimento
Recife - Pernambuco - Brasil, 35 anos
222 textos (24431 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 17:52)
Priscilia Nascimento