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Madrugada de angústias

Madrugada, o sono fugiu-me dos olhos; ouço o tique-taque do relógio, que persiste em me lembrar das horas de angústias que vivo. Ouço o sibilo agudo do vento, que insiste em adentrar a janela, esvoaçando as cortinas.

Longe, ouço o latido de cães, a rua está deserta; dorme a cidade. Talvez, em algum lugar, alguém esteja acordado passando pelo mesmo drama que passo.

Há poucas horas a situação era oposta; no entanto, mais uma vez fui vencido pela desconfiança, interpretei mal seu gesto de amizade, brigamos...

Certo, é que sempre incorro nos mesmos erros, e isto me causa mais insegurança, mas lhe asseguro que tenho vontade de acertar, de rever meus conceitos, controlar meus impulsos destrutivos.

 “Meu Deus, fui um tolo, em não perceber os erros que cometi, os desvarios dos meus ciúmes”. Poderia contar mais uma vez com o seu perdão? Necessito, e vou mudar, o seu amor representa muito para mim, ajude-me a vencer esta fase, a sepultar meus medos, ignorar os fantasmas dos relacionamentos do passado.

Nada há de abalar nossa feliz convivência, pois há em mim disposição para o diálogo, deixar-me ser ouvido por você. Amanhecendo o dia, a primeira coisa que farei, será procurá-la, nas mãos rosas, muitas rosas, e no coração, a esperança de que vença o nosso amor.
Juraci Rocha
Enviado por Juraci Rocha em 02/01/2006
Código do texto: T93495

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Sobre o autor
Juraci Rocha
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Juraci Rocha