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Testamento

Testamento de
Antonia Maria da Conceição


Testamento


Em nome da Santissima Trindade Padre Filho e Espirito Santo em quem eu Antonia Maria Da Conceição firmemente creio e em cuja fé protesto viver e morrer como boa e fiel catholica. Achando-me no meo perfeito juizo senhora de mim e de toda a minhas potencias e faculdades mentais com perfeito conhecimento do que fapso vou proceder a este meo testamento e ultima vontade a fim de dispor de meos bens na forma da constituição e mais leis em vigor para depois de minha morte. Declaro que sou natural da Freguezia de Nopsa Senhora das Dores da boa esperança Provincia de Minas filha legitima de Francisco Lourenço do Amaral e de Maria da Conceição ambos já falecidos. Falecendo eu dezejo ser sepultada com mortalha preta no cemiterio digo preta no Ádro da Igreja de Nopsa Senhora do Belem. Mando que por minha alma digão secenta Mipsas. se digão quatro Mipsas pelas almas de meos Pais e se digão mais sinco Mipsas pela alma de meo marido Francisco Martins de Andrade bem asim huma Mipsa de corpo prezente pela minha alma duas (1) d.as mais pela alma de meo irmão Rafael. Declaro que sou viuva de Francisco Martins de (2)And e e que não tenho filhos. Declaro que deixo a meo Negro de nome Pedro para servir a minha sobrinha Maria Tereza por tempo de quatro annos por esmola vencido o (3)d o tempo ficara liberto como se nacece livre. Deixo mais o criolo Francisco para servir a minha sobrinha Anna filha de Manoel (4)Pr ª Dias por tempo de quatro annos que em concluindo os (3)dos. quatros annos sera liberto como se nacece em liberdade. Declaro que devo a Nopsa Senhora da boa Morte de anuais trinta mil reis mais ou menos pertencentes a corporação da mesma em Barbacena no Bispado de Marianna. Devo mais oito mil reis a Nopsa Senhora do Belem. Declaro que quero mais que se digão oito Mipsas pelas almas do Purgatorio em geral mais quatro Mipsas pelas almas de meos irmaons e irmans. Deixo vinte mil reis para Adijutorio da Matriz de Nopsa Senhora do Belem do Descalvado. deixo a minha sobrinha joaquina filha de Joaqm Lourenço oito mil reis e a Custodia filha do mes-mo seis mil reis e a Francisco Antonio de Mendonça huma novilha de dois annos de
Ide mais ou menos a José Vieira do Couto em gratificação dos beneficios que dele tenho recebido deixo dez mil reis. Deixoa Pepsoa que tratar do meo testamento sincoenta mil reis. Declaro que Francisco Antonio de Mendonça me he devedor a quantia de oitenta e nove mil reis e meo Irmão Cyriaeo me he devedor a quantia de setenta e hum mil reis. Declaro que em eu morrendo a pepsoa que zelar deste meo testamento fapsa huma apreciação em todos os meos bens para distribuir conforme tinha defendido e o que sobrar no cazo de sobrar se dara a minha sobrinha e afilhada Marianna a quantia de seis a oito mil reis e o mais sera partido pelos pobres e doentes conforme o seo Estado. Rogo a Antonio Ferreira de Castilho em primeiro lugar queira ser meo testamenteiro e em segundo lugar a José Ferreira de Castilho e em terceiro lugar a Luis Ferreira de Castilho. E por está forma dou por concluido este meo Testamento e ultima vontade. Cocáis 1846 digo Cocais 18 de Abril de 1846. Asigna a rogo da Testadora por não saber escrever a da Antonia Maria da Conceição _ Ciryaeo Lourenço do Amaral
Saibão quanto este publico Instrumento de aprovação de Testamento que sendo no anno do Napsimento de Nopso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e quarenta e seis nos dezoito do mês de Abril nesta Fazenda dos Cocais, e cazas de morada da mesma Testadora onde eu
Escrivão do Juis de Paz  desta Freguesia de Nopsa Senhora do Bellem do Descalvado Termo da Villa da Limeira fui vindo a seu chamado e sendo ahi presente a mesma doenta em (5)hua cama de hua molestia que Deos foi servido lhe dar mais estando em seo perfeito juizo são, e claro entendimento segundo meo parecer e das testemunhas adiante nomeadaz, e assignadaz  que no mesmo dia firmarão, e cõmigo concordarão pela doenta na presença e a vista das testemunhas foi dado dar suas mãos as de mim Escrivão deste papel disendome que era o seo Testamento, e disposição de Sua ultima vontade que o seo rogo tinha escrito
Cyriaco Lourenço do Amaral nella testamos mandase asignar pelo dito  Amaral  por não saber asignar, e nem ezcrever que em virtude do meo officio lhe aprovace segundo o direito prova que valido fosse, e pregando se no dito papel, e passamduo pelos olhos a vista  das testemunhas achei que estava escrito  por Cyriaco Lourenço do Amaral e por elle asignado em que lhe feito em duas lauda de papel  finda em que este Instrumento se principia  sem borrão riscadura  emenda entrelinha ou vicio ou causa que duvida faça pelo que  e por epsas que me respondeo concorde e asertadamente as perguntas que lhe fis se era este o seo testamento se dava por boa  firme, e valioso se fora feito a seo rogo se queria que eu aprovace, e o aprovei (...)

Obs: 1-Sou pesquisador, e minhas pesquisas são feitas, utilizando documentos oficiais e originais, “Processos Findos”, documentos centenários, acomodados em um arquivo, composto por um acervo em número de mais ou menos 20.000 documentos. Obtivemo-os, sob guarda, através de um convenio firmado com o Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Um patrimônio histórico, regional e local,  impar.
 
2-O documento em analise, pertence ao acervo, tem sua tradução feita ao pé da letra, tal como foi escrito há 159 anos atrás, com os recursos do linguajar e costumes de então, que preservo.

3-Nossa Senhora das Dores da Boa Esperança, chamou-se também Dores do Pântano, Dores da Boa Esperança e finalmente Boa Esperança. A povoação que deu origem ao município formou-se a partir de meados do séc.XVIII ao redor de uma capela erguida em honra a Nossa Senhora das Dores pelo capitão José Alves de Figueiredo, desbravador pioneiro daquele sertão. Por alvará Régio, foi criada, em 1814, a freguesia de Nossa Senhora das Dores.Somente 52 anos depois foi elevada à categoria de vila, que se emancipou em 1866, recebendo seu nome atual em 1938. Situada no alto de uma colina. Boa Esperança já foi chamada de Cidade-Beleza.
Atualmente é uma cidade turística. Fica a beira do Lago de Furnas, ficou famosa pela música de Lamartine Babo "Serra da Boa Esperança".
marinho
Enviado por marinho em 09/01/2006
Código do texto: T96534
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Sobre o autor
marinho
Descalvado - São Paulo - Brasil, 67 anos
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