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CARTA DE AMOR


"A única coisa vital para a vida é a morte."
O único jeito de me ver feliz é achar; pensar que o dia e a noite são irmãos, um trabalha e o outro descansa. Mas não há injustiça, não há porque é assim, é assim que tem de ser, do mesmo jeito que a vida é vida e não sabe nada dela mesma.
Não é injusto porque o dia trabalha e a noite suborna, o dia sua e a noite seca. Talvez possamos escolher o futuro, do qual só o infinito permaneça entre eles, ou, se preferir, céu e inferno, amor e ódio...
São tão dependente um do outro como teu sentimento e tua razão. Tão dependente que, se um soubesse da existência alheia preferiria a morte, mas não por amor, por instinto mesmo, que também derrubam lágrimas, mas deixam por si só encontrar o caminho, para que elas então rolem em tuas faces.
Só não saiba mentir... Ou minta. Minta! Assim ninguém terá a necessidade de enfatizar o amor, tão pouco o ódio. Se não gostas de teu jardim deixei-o pra lá, a noite e o dia cuidaram dele, tão imediatamente quanto tu cuidas de tu.
E na hora de dormir não ofegues tanto, tanto assim não, porque pode ser uma saída para todos nós. Nós que vivemos presos, presos na própria ânsia de ser livre.
E - vencendo a si mesmo - poderás então ser livre.
Favarini
Enviado por Favarini em 17/01/2006
Código do texto: T99951
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Sobre o autor
Favarini
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 29 anos
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Favarini