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Olhar

parado num dia
Rivkah


Às vezes

pensamos que o tempo passou

Eis que num piscar voltamos

a um dia que marcou...


Hoje

ele fica num hiato

Fenda que não se fechou.


O pior é quando se corre ao lado

e não existe mais a janela

Na rua está tudo apagado

e aqui ninguém soube dela...


Existia

Vivia

e a achavam tão bela!


Cabelo dourado

olhos tão vivos

que às vezes duvido

que tenham entristecido!


Resposta

na ponta da língua.

Teimosa!

Custava ficar pequenina?


Ah... não, quis crescer!

P'ra que?


Agora

me deixa assim

Com o olhar

parado num dia...




         PARADO OLHAR ...


E o filme da vida

passando e repassando

na retina cansada da

menina-mulher...

mostrando lembranças,

ausências, saudades

que ficaram ...

Torna e retorna cumprindo

sua magia duvidosa e

como cristais pequeninos

brilham no olhar fixo e parado

daquela que ousou amar um dia ...



            Nídia Vargas Potsch

           Rio, 8/09/2004  7:25h.


       

 Olhar  Triste


Olhar que antes  era de alegria

Agora  de tristezas e lágrimas

O brilho que nele continha

Não existe mais

Por aquela  janela aberta

Pra vida, pro Sol

O meu olhar te acompanhou

Até onde conseguia te ver

E nunca mais te viu voltar

Olhar que se fez triste

que naquele dia  deixou de ter vida


Nancy Cobo

08/09/04




INFINITO OLHAR
Maria Thereza Neves


me perco num infinito olhar
nas sinfonias da natureza
ao v o a r das coloridas folhas
e no ondear dos campos de trigo ...


abro o peito para tudo guardar
e neste caminho flores sempre plantar ...



me perco nas nuvens desenhando caminhos
nas luzes acendendo as pontas das estrelas
enquanto o sol aquece sorrindo os horizontes
e lua se abraça ao luar ...


nas aves tricotando ninhos
enquando os peixes se beijam em ondas
e os rios suavemente escorregam no mar ...

me perco neste infinito olhar

________________________
JF/MG- 13/03/2004 - 10h45



Tentar esquecer um dia....
Márcia Dip


Fingir esquecer

Tentar  fazer dos dias

Novos horizontes

E entender que eles ainda assustam....


Fingir não doer

Saber que feriram

A quem a gente ama

Dói ainda mais

E a marca parece reaparecer...


Menina! Menina!

Ouça-me....veja-me

Estou aqui ao teu lado....

Pode me dar a mão?


Deixe-me abraçar a ti ?

Deixe-me mexer nos teus cabelos dourados ?

Deixe-me pra sempre ficar junto de ti?

Deixe que eu sempre possa te amar?


Esquecer ....jamais....

Quem sabe eu possa apenas me desculpar

Quem sabe eu possa tentar amenizar

Curar a ferida ainda aberta

Cuidando pra sempre de ti....







Olhos de solidão
       Maricell


Olhos de solidão,

cansados olhos a vagar

na noite escura  a brilhar.


Olhos que foram ternura,

olhos que foram carinhos

que abraçaram outros olhos

e agora caminham sozinhos.


Olhos de medo

Doídos olhos de dor

Olhos de desalento

tristes olhos sem amor.


Olhos de tanta beleza

olhos doidos de paixão

perdidos na correnteza

hoje são olhos, apenas

em vazia solidão.


Nancy Cobo
Enviado por Nancy Cobo em 21/03/2006
Código do texto: T126167
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Nancy Cobo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 62 anos
1018 textos (180592 leituras)
4 áudios (1593 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 14:46)
Nancy Cobo