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soneto de amor da espera

eu te espero como quem não tem saída,
como quem em te esperar tão-só sonhasse, e
te sonhasse tal que não vivesse a vida,
mas vivesse tão-só o sonho que acordasse,

que acordasse em meio à noite estrangulado
na fissura inexorável de te amar,
mas te amar em como amasse um vil pecado em
que o castigo a mim me fosse o não pecar.

eu te espero qual meu verso espera a rima,
mudo e só, como um poeta sem valia,
e, como espero, em te esperar trago esperança, e

se demora, e se o juízo desatina, a-
inda espero, que esperar-te é minha sina,
e, se espero, espero tal quem não descanse.
andré boniatti
Enviado por andré boniatti em 20/08/2006
Reeditado em 17/01/2017
Código do texto: T220935
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
andré boniatti
Corbélia - Paraná - Brasil
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