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soneto seresteiro de eu sem quem

seresteiro, eu fiz cantar a madrugada,
madrugando eu sem janela, eu sem a quem,
dedilhando o passo lento de mi’a estrada
sem caminho, eu sem violões, eu sem ninguém...

co’a canção que de meu choro se embebia,
— sem valia, eu filho pródigo sem luz —,
fui buscar quando era escuro a quem me ouvia,
mas de sina a solidão tinha eu de cruz...

seresteiro, sem ouvido que escutasse,
eu cantei por ter alguém a quem cantasse, a
quem pudera em meu silêncio soletrar;

mas as horas madrugando me aterraram
sepultando-me as canções que se sonharam
e o meu canto pois por fim fez se calar.
andré boniatti
Enviado por andré boniatti em 16/11/2006
Reeditado em 17/01/2017
Código do texto: T292856
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
andré boniatti
Corbélia - Paraná - Brasil
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