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O MENINO E O PÁSSARO

Tonico era um menino do campo. Morava juntamente com seus pais em uma fazenda de gado onde trabalhavam.

Todos os dias acordava cedo e saia para cumprir suas tarefas rotineiras. Logo mais pegava sua bolsa e ia estudar na escola da vila.

Nos fins de semana, com a tarde livre, como qualquer moleque, saia a brincar pela fazenda, aprontando das suas.

Num belo dia ele saiu de casa com ares de travesso. Caminhou pela sala olhando para os lados, pois desconfiava estar sendo observado. A razão desse comportamento era o bodoque que carregava escondido no bolso. Não esquecera de que sua mãe o proibira de usar a arma e certamente retiraria de suas mãos e daria fim, caso percebesse que tinha tal objeto em seu poder. Atravessou  a extensão da sala como um gatuno. Quando viu-se sozinho no cômodo, deu um salto e ganhou o quintal. Já não podiam mais alcançá-lo.

Passeava pela mata. Arma em punho. Pendia de seu pescoço um embornal cheio de bolinhas de barro que tinha fabricado na véspera. Resolveu que ia caçar. Discutira com a mãe dias atrás. Disse que gostava daquilo e que estava no sangue e ele não podia evitar. A mãe o tinha advertido que ele ia sentir o marmelo no lombo caso fosse pego com aquele instrumento de maldade. Ainda tentou argumentar que em épocas passadas era ele, com o seu bodoque quem trazia o que comer para dentro de casa e que naqueles tempos difíceis ninguem questionava as suas habilidades como caçador. Por isso não aceitava a imposição da matriarca.

De nada adiantou sua mãe dizer que antes se matava para comer. "Matar só por prazer é maldade." - esbravejou ela. Tonico fez que aceitou, mas no seu íntimo, negara tudo.
Caminhava pela mata atento como um índio atrás da caça. Seus olhos se detiam a cada movimento da relva. Seus ouvidos bem abertos prontos a delatar qualquer ruído que se fizesse diferente dos sons normais da mata. Um barulho de folhas batendo. De súbito, seus olhos se deitaram em uma moita espessa. Movimentos ritimados faziam as folhas se debaterem. "Ali tem coisa." - pensou o menino, que se agachou e ficou a observar. A moita só chacoalhava. Nada saia do seu meio.

Impaciente o menino resolveu assustar a caça e depois persegui-la até conseguir o seu intento. "Deve ser um preá." - imaginou, já passando a lingua nos lábios. Voltou a sua lembrança que bons tempos eram aqueles em que tinha um preá para comer no jantar. A miséria que havia era de arroz, feijão e sal. Preá, nunca faltava à mesa.
Tomou um pedaço de madeira e jogou na moita. O movimento e o barulho cessaram. Nada mais se movia. Nada saiu da moita tão pouco.

Nervoso o menino pegou uma das bolinhas de barro e colocou no bodoque. "Vai sair dai de qualquer jeito esse danado."  Esticou a borracha e soltou. A pelota assobiou no ar e invadiu a moita, parando no seu meio. O movimento e o chacoalhar não pararam, só aumentaram de intensidade. Ciente de que o que havia ali não era um preá, ele se aproximou da moita. Abriu-a e deu de cara com um filhote de Arara. Caído de costas na moita, uma asa quebrada dobrada para trás e um dos pés sangrando. O desespero do pobre pássaro fazia-se notar pela sua expressão e pelo bico aberto em posição de defesa.

Algo tocou Tonico. Uma lágrima de choro escorreu de seus olhos e um aperto apossou-se de seu peito. Ainda com os olhos turvos, retirou do pescoço o embornal e o bodoque. Olhou-os e juntando com as mãos atirou longe jurando nunca mais maltratar nenhuma criatura.

Tomou o filhote nas mãos e levou-o para casa. Conseguiu convencer a mãe a deixar cuidar dele. A mãe concordou mas disse que só poderia tê-lo até que se curasse. Ele concordou e jurou que o soltaria assim que tivesse pronto para voltar a viver livre.

Um pacto de amizade se criou entre ele e o pássaro. Tonico o alimentava todos os dias. Providenciou uma tala e imobilizou a asa quebrada. Tratou dos ferimentos no pé do pássaro que, por não serem graves, logo sararam.  Mas a asa ainda não estava boa. Ainda demoraria muito a sarar, e Tonico trocava a tala toda a semana. Eram inseparáveis. Todos os dias quando chegava da escola, o pássaro o recebia com alegria e gritaria. Subia pela sua roupa e empoleirava em seu ombro. Ficava a beliscar-lhe as orelhas e às vezes parecia estar caçando bichinhos na cabeça e entre os cabelos de Tonico. Ele adorava aquilo e sabia que era carinho e agradecimento por parte do bichinho.

O tempo, locomotiva sem freio, passou rápido.  O pai de Tonico o chamou um dia para a varanda da casa e disse que ele precisava saber de uma coisa. "O quê?." Perguntou Tonico espantado. O pai raramente conversava com ele pois trabalhava muito para poder sustentar a família. Mas naquele dia, devia ser feriado e o pai queria lhe falar algo.

Tonico sentou-se ao lado do pai no degrau da escada e este começou a lhe falar:

_Filho, você sabe o que é que há de mais maravilhoso nesta vida?

_A vida. Respondeu Tonico com a simplicidade de uma criança.

_Você sabe quem nos dá a vida?

_Deus.

_Você sabe o que é viver?

_Viver é não estar morto.

O pai meneou a cabeça. Respirou fundo. Tinha ali um menino que achava que sabia tudo sobre qualquer assunto. Mas na verdade o que conhecia era semelhante a espessura da casca de uma maçã em relação a maçã inteira. Mas não podia culpá-lo. Era só uma criança. Tinha começado a viver há pouco tempo e não poderia saber tanto. Por isso resolveu tirar aquele dia para conversar. Precisava passar ao filho um pouco de sua vivência.

_Filho, você precisa saber que é perfeitamente possível estar morto em vida. Também é possível viver após a morte. Nós é que escolhemos o nosso caminho e definimos e damos as diretrizes ao nosso destino. Seremos imortais se aquilo que fizermos em vida merecer ser lembrado. Não é possível olhar a criatura sem ver nela a presença do criador. As suas obras aqui é que dirão se você viverá para sempre ou será esquecido e ai sim estará morto. Mas não é só isso. Você pode tirar a vida de alguém sem tê-la matado. Você também pode dar a vida a alguém sem tê-la gerado. Tudo depende de sua atitude. Veja o riacho que corta essa propriedade. Veja como ele nasce lá longe no pé da serra. Ele vem serpenteando por entre pedras e árvores, montes e morros. Ele busca um caminho. Ele luta para chegar ao seu destino que é o grande mar. Repare que ele não vem em linha reta. Talvez até se quizesse ele poderia. Se tivesse o poder, até poderia forçar a sua passagem por entre pedras e montes e morros e árvores. Arrancaria com a sua força as árvores do caminho. Sua enchorrada poderia desbastar a pedra até que ela não existise mais e se derretesse. Com sua rapidez, derrubaria barrancos e acabaria com os montes e morros e com qualquer obstáculo que se lhe colocassem à frente. Mas ele não o faz. Sabe por quê?

_Não, mas acho que é porque ele não pode pensar. Se ele pudesse pensar eu acho que faria tudo isso que o Sr. disse.

_Não se iluda filho. O pensamento é uma faculdade dos homens apenas. Não é dado aos seres da natureza o dom do pensamento. Vou te dizer porque o riacho não faz o que eu disse. O riacho não pode pensar, mas o criador de todas as coisas fez o riacho, as árvores, os morros e montanhas dependentes um do outro. Eles só poderão sobreviver juntos se todos souberem existir respeitando o espaço um do outro. Se o riacho derrubasse as arvores que o cercam, perderia proteção para as suas margens. Se ele desbastasse as pedras que se encontram no caminho, não teria como oxigenar as suas águas e sem oxigênio, seria um riacho sem vida. Sem um leito de pedras propício para a desova, seria um riacho sem peixes. A poeira das pedras desbastadas se alojaria em seu leito e ele seria um riacho cada vez mais raso e assoreado. A terra dos morros acabaria sufocando suas águas com barro e sujeira e seria um riacho pobre. Ao derrubar as árvores, alteraria o regime das chuvas. Sem chuvas, acontecendo no alto dos morros, morreriam as nascentes que o formam. As parcas chuvas que caissem, para o seu leito trariam cada vez mais terra e lama e árvores mortas. Até chegar o dia que, afogado em sua intolerância, egoismo e arrogância ele morreria asfixiado pelos seus próprios atos. Quiz dominar a todos fazendo-se maioral e só consegui perder o controle sobre si mesmo e isso o levou a própria ruína.

_Muito interessante pai. Mas me diga onde quer chegar com tudo isso?

_Quero que compreenda filho que todas as coisas nascem livres e livres devem continuar até que o criador as chame de volta. Ninguém deve prender ninguém com correntes de ferro. Pode até demorar, mas o ferro a ferrugem come e a corrente se rompe. A prisão onde subjulgamos alguém não pode prender os sonhos do prisioneiro. Todos os seres vivos precisam de espaço para crescer. Tal qual uma planta em um jardim, os seres humanos também precisam alimentar-se de espaço para se desenvolverem, e darem botões e embelezar a vida com lindas flores. Observe que, mesmo presas ao solo, as árvores se lançam aos céus. Não há galhos que cresçam em direção ao chão. Por mais que se queira, eles sempre crescerão em direção à luz do sol. Lembre-se sempre que não há corrente que seja mais forte que o seu elo mais fraco. O elo mais fraco é e sempre será o carcereiro. Quanto mais forte a prisão, mais fraco o aprisionador. Pensando ter para si o prisioneiro, por encerrá-lo no cárcere, não sabe que o está deixando cada vez mais longe de seu jugo. A prisão de alguém é a forma mais rápida de dar-lhe a liberdade. Quem estiver preso, tem como compensação a liberdade real.

_Mas se alguém está preso, como pode estar livre? Interrompeu Tonico.

_São coisas distintas filho. Falo de prisão e liberdade como opostos. Qual ser vivente, animal ou humano que, uma vez livre de uma prisão, ficará perto do aprisionador? Por isso é que digo. Prenda alguém de qualquer forma e terá encontrado o jeito mais rápido de perdê-lo para sempre. Pelo contrário, dê a chance de respirar, respeite o seu espaço. Deixe que escolha o seu caminho e esse caminho certamente o levará novamente aos seus braços. Essa é a melhor forma de manter alguém ao seu lado. Jamais negando a chance de viver em liberdade. A prisão abre as portas para o prisioneiro e a liberdade só a deixa encostada. Ele sabe que pode entrar e sair a hora que quizer. Não terá necessidade de fujir porque sabe que não precisa.

_Tá bom pai, mas ainda não entendi o que quer com tudo isso.

_Filho, tenho acompanhado você e o seu amiguinho pássaro. Vejo você trocando as ataduras dele toda semana. Sinto orgulho de você por isso. Mas tenho que te dizer que um dia desses, enquanto você estava na escola eu tirei as ataduras da asa e ela está curada. Eu percebi a tristeza nos olhos do pássaro. Ele já pode voar mas não consegue por que você insiste em colocar ataduras. Já é hora de você lhe dar a liberdade. Não acha?

_Não"! - esbravejou o menino emburrado. _Quem mandou o Senhor mexer no meu passarinho? O Sr. não tinha nada que se meter nas minhas coisas. Ele é meu. Eu achei, cuidei dele e ele é meu. Ninguém pode tirá-lo de mim.

_Filho, você não entendeu nada do que eu disse? Não aprendeu nada com todos os exemplos que te dei? Você não pode prendê-lo. Ele pertence aos céus e deve viver livre. Já reparou que ele parou de subir no seu ombro? Já reparou que ele já não belisca mais a sua orelha como fazia enquanto se recuperava? Filho, você se tornou o aprisionador e ele o prisioneiro. Por prendê-lo, você perdeu dele o respeito e o amor. A tala é a corrente que o encerra. E quanto mais você sentir que tem poder para mantê-lo preso, mais fraco será o elo que o prende a você. Quanto maior o sofrimento que a prisão causar a ele, maior será a distância que o separará de você. Eu acho que ainda é tempo de você soltá-lo e tentar tê-lo consigo para sempre. Pense nisso.

O velho se levantou e deixou o menino chorando no degrau da varanda. A mãe aproximou-se. Deu-lhe água e disse: _Vai filho. Faça o que tem que fazer.

Tonico levantou-se e foi em direção ao poleiro onde o pássaro estava cabisbaixo. Já não cantava mais nem fazia algazarra quando via Tonico. Olhou-o e abaixou a cabeça como se quizesse demonstrar tristeza.

O menino o pegou nas mãos. Soltou as ataduras da asa. Segurando-o pelos pés, fez com se fosse atirá-lo ao ar. O pássaro finalmente soltou um ganido e as suas asas bateram vigorosas ao ar. Tão fortes elas bateram que as mãos do menino mal conseguiram segurar a vontade de voar demonstrada pela ave.

Finalmente repetiu o gesto e desta vez abriu as mãos.

O pássaro, vendo-se livre, voou para longe. Tonico ouvia seus gritos de alegria e sentia-se aliviado. Lembrou das palavras do pai: “Qual ser vivente, animal ou humano que, uma vez livre de uma prisão, ficará perto do aprisionador? Por isso é que digo. Prenda alguém de qualquer forma e terá encontrado o jeito mais rápido de perdê-lo para sempre. Pelo contrário, dê a chance de respirar, respeite o seu espaço. Deixe que escolha o seu caminho e esse caminho certamente o levará novamente aos seus braços. Essa é a melhor forma de manter alguém ao seu lado. Jamais negando a chance de viver em liberdade...”

Tonico derramava lágrimas dos olhos e se conformou com partida do pássaro. Afinal de contas ele tinha provocado a repulsa da ave. Por prendê-lo, ele tinha conseguido fazer com que ela fugisse na primeira oportunidade. Pensou consigo mesmo como era sábio o seu pai.

Passaram-se os dias e semanas.

Certo dia, voltando da escola, Tonico viu em uma casa um pássaro parecido com aquele que havia salvo. Ele estava amarrado a uma longa corda presa a um poleiro. Pelo menos daquele jeito ele podia bater asas e ir ao chão e às árvores na hora que quizesse. Tonico bateu na porta e abriu-a um velho que perguntou o que queria.

_Quero meu pássaro. Respondeu Tonico.

_Seu pássaro? Aqui não não tem nenhum pássaro seu - retrucou o velho, seguindo-se após isso uma tosse rouca.

_Aquele pássaro que está no seu quintal é meu. Eu o soltei faz algum tempo e agora o Sr. o prendeu de novo.

_Então foi você que fez a maldade com o bichinho? Eu encontrei esse pássaro no meu quintal a procura de comida. Dava para ver que não era um pássaro da mata. Se fosse jamais viria aqui procurar alimento. Logo vi que devia ser alguma ave tirada da selva que é o seu lugar. Eu a prendi sim, mas para protegê-la e para que não morresse de fome. Mas se você diz que é sua, pode levar.

Tonico entrou no quintal e a ave se alvoroçou toda. Afinal de contas foi Tonico quem lhe deu a liberdade antes. A ave voou e pousou no seu ombro e começou a beliscar sua orelha como antes. Tonico alegrou-se e levou-a para casa.

No caminho pensava: -Como é que eu vou fazer quando chegar em casa com ele. Meu pai e minha mãe não vão aceitar. Vou ter que ouvir sermão de meu pai outra vez.

De repente seus olhos brilharam... -Já sei o que vou fazer. Ninguém poderá falar nada.

Chegou em casa. Foi até os fundos e pôs em prática a sua idéia.

Voltou e ,correndo, entrou na casa gritando pelos pais. _Pai,...mãe,...venham ver. Meu passarinho voltou.

Os pais de Tonico vieram. Esperavam ver a ave livre em algum galho da jaqueira enorme que sombreava todo o quintal. Olharam, procuraram, mas nada viram.

O menino riu. _O que vocês estão olhando ai? Ela está aqui nos fundos.

Quando os pais do menino viram a cena, ficaram chocados.

Tonico tinha pego uma tesoura e cortado as penas das duas asas da ave, impedindo-a de voar.

_Porque foi fazer uma maldade dessas? Perguntou a mãe, brava.

_Ah mãe, ela não está presa. Só não pode voar por enquanto. Quando as asas crescerem de novo ela poderá ir. Mas não quero que seja agora.

A mãe suspirou desconsolada. Olhou para o marido e voltou para dentro da casa.

_Filho, há duas formas de se aprender as coisas nesta vida. Uma é dolorosa e a outra é consciente. Você ainda não aprendeu de nenhuma das formas. Espero que a sua consciência te perdoe. Dito isso, também o pai se retirou.

O menino deu de ombros. Não prestou atenção às palavras do pai. Virou-se para a ave que já se entristecia novamente e falou:

_Agora você é só minha. Ninguém mais poderá tirá-la de mim. Não vou permitir jamais que saia da minha presença.

Ia continuar falando quando foi interrompido pela sua mãe que o chamava para o almoço. Ele estava faminto. Apressou-se a obedecer a mãe e deixou o pássaro sozinho nos fundos da casa.

Quando já terminavam o almoço, ouviu-se um ruído de panelas caindo e rolando pelo cimentado e junto com o ruído um ganido surdo que se fez ouvir uma só vez.

_Meu pássaro. -Gritou Tonico e levantou-se correndo da mesa.

Quando chegou aos fundos da casa, ainda pode ver a cauda de um gato do mato desaparecendo por trás das árvores, já longe. Olhou o poleiro e ainda caiam penas do pássaro que, sem poder voar, fora vítima fácil do predador.

Tonico ajoelhou-se ao chão olhando para o poleiro e chorou. Enquanto chorava, uma das penas que caia pousou em sua face e desceu acompanhando suas lágrimas.

Seu pai se aproximou e, abraçando o filho, falou ao seu ouvido: _Finalmente ele está livre, filho. Você aprendeu da forma mais dolorosa que não se pode prender ninguém no nosso egoismo. De uma forma ou de outra o prisioneiro sempre se libertará.

_Eu aprendi pai. Eu aprendi.

Disse isso e derrubou o poleiro. Pegou a madeira e colocou junto com todas as demais coisas velhas que se empilhavam em um canto e que tinham como destino uma fogueira. Junto com a madeira do poleiro, Tonico também jogava fora o seu egoismo, a sua arrogância, o seu ciúme e a sua tralha de carcereiro. Desse dia em diante deixou de ser criança para se tornar realmente um ser humano.

JD - 08/1988
Jose Dias
Enviado por Jose Dias em 09/02/2006
Reeditado em 18/02/2006
Código do texto: T109867
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jose Dias
Presidente Prudente - São Paulo - Brasil, 53 anos
30 textos (22868 leituras)
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