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Símbolo que ficou

Era tudo que contava
sem ter que pedir ou exigir
as coisas alegravam
e nunca deixavam se perder
a felicidade de poder viver.
Nem que para isso nos despedisse
pois a noite tomava conta de tudo
éramos crianças e nada sabíamos
no pedal da bicleta só impulso.
Nas praias íamos para as aventuras
mesmo com medo de sermos gente grande
tudo girava ao redor da fantasia
fantasia inocente.
Crescer, nunca se pensava nisso
nas casas das pessoas víamos só sorrisos
pois nem o desassossego valia para nós
perfeitos não víamos o tempo passar.
Por que crescemos?
agora já parece que somos aleijados
nada tem a graça de antes
as noites eram rápidas e sem sonhos.
Cadê o nosso tempo que não parou no pensamento?
fez questão de nos abandonar na estrada da vida
hoje o que nos resta é a saudade, saudade solitária
porque nem mesmo o meu amigo de infância sei onde esta.
Acabo de suspirar um ar dorido
na vista do horizonte transpiro
se pudesse cortaria o futuro a minha frente
e emendaria uma volta ao passado.
Certamente iria encontrar com você,Ricardo,
que era Ricardinho.
Condor Azul
Enviado por Condor Azul em 23/04/2006
Código do texto: T143951
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Sobre o autor
Condor Azul
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 54 anos
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Condor Azul