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Gocthellina.

                         Gocthellina.
                       ( por Marilyn Monroe ).

Emplacou nas ruas da vida
uma franca atiradora,
talvez , por isso suas vítimas,
eram tão distintas umas das outras,
beirava a miséria do nada
e a riqueza de tudo na vida.
Perseguia suas presas,
ate a ultima fronteira.
Ela orgulhava-se, de que nada lhe faltava,
suas personagens cobriam caminhos tão opostos,
que hoje ela é rainha,
amanhã uma prostituta vil.
Seu corpo acompanhava as próprias permissividades,
todos os julgamentos poderiam ser notórios,
ela não ouvia nenhum.
Buscava o champagne mais caro
para matar a sua sede.
Um bederóide iludido,fazia o que ela queria,
se possível ate matar em seu nome.
Os anos atravessavam o tempo,
Tirando lascas das vidas dilaceradas por ela,
e só um comentário saia da sua boca,
de lábios grossos de um vermelho carmesim:.
-Não me dêem atenção.
Às vezes ela parecia um vampiro sem trégua.
Os corpos cúpidos dos seus tarados,
sem forças eram jogados,
às masmorras da vida,
 sem que ninguém pedisse para morrer.
Depois dos espelhos quebrados,
por suas rugas que começavam a aparecer em seu rosto,
que era tido como uma boneca de porcelana.
Passou a entremear-se de duvidas,
e já não tinha o pique da vingança.
Pois era uma mulher bonita demais,
e nunca haviam lhe pedido à mão para se casar,
sonhava em ter uma família,
e viver a vida como pessoas normais.
Mas, todos que a viam,
A fascinação causava lhes inveja
e isto a deixava em desacordo,
com os seus princípios.
Nessa epopéia onde o herói deveria ser o herói,
restava ser protagonista,
antagonista da sua própria arte de vingança,
e não deixaria de cumprir,
ate o fim o papel de vilã.
Assim foram ficando escasso os freqüentadores
E a sua bilheteria já não tinha mais tanta fantasia,
O tempo amarelava os papeis e a vida.
E num belo dia acordou com uma mascara de cera,
emborrachada e maltratada,
sem historias e sem caminhos.
Percebeu então que chegara o fim, propriamente dito.
Suas estrelas ilusórias,
tinham ido embora naquela manhã,
durante o dia todo só refletiu o seu contragosto,
a noite chegou envaidecida,
captando a mentira destruída,
e naquela madrugada de contas resolvidas, enforcou-se.
Antes do amanhecer,
encontraram o seu corpo nu,
ainda estava lá a sua silhueta divina.
Aos treze de novembro de 1858,
na capital do mundo,
foi dada a informação.
Marilyn Monroe esta morta.
Todos os admiradores estavam assustados.
Lembranças, lembranças, lembranças...
Ate hoje.
Condor Azul
Enviado por Condor Azul em 31/05/2006
Código do texto: T166979
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Sobre o autor
Condor Azul
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 54 anos
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