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RENASCIMENTO

O menino (eu) olhava, maravilhado e distraído, aqueles raios de luz nunca vistos daquela forma. O sol atravessando a atmosfera e penetrando na água. E ele ali, mergulhado, afundando numa sensação diferente, gostosa e inusitada - enlevado pela inocência, distraído com as bolhas que subiam em direção ao sol. Tudo era novidade e de uma beleza indescritível - parecia um sonho! De repente, mãos fortes o agarraram, as imagens se embaralharam e o seu sonho foi desfeito. Foi puxado para a realidade da vida, que o esperava lá fora - ansiosa pelos compromissos assumidos e ainda inacabados. Uma nova visão: a calçada corria abaixo dos seus olhos no corpo desajeitado nos braços desesperados da mãe. Sua roupa fora retirada ou se perdera nas águas do rio. Estava pelado, como no dia em que nascera!
- “Foi o Dito (Vesgo) que empurrou!” - acusa alguém (Jair Silva).
- “Não se preocupe... - devolve a mãe agradecida – importante é que o Narciso (Félix) o salvou!”
Lourenço Oliveira
Enviado por Lourenço Oliveira em 11/06/2006
Reeditado em 07/09/2016
Código do texto: T173505
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Lourenço Oliveira
Salesópolis - São Paulo - Brasil
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Lourenço Oliveira