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Na estrada da quinta do unha de gato

O menino tinha os olhos fixos nele, era como se a cada instante esperace o novo, o derrepente...
já era por volta do meio dia , de um dia de muito calor, as cigarras nas arvores faziam um barulho entristecedor, a terra vermelha cobria-lhe os pés, o suor o rosto. A caminhada era longa, a fome ,a sede, o cansaço, o degosto; mas, tinha que ser assim, mãos no bolso pés na estrada. mais um pouco e avista uma casa, os pés cançados dirigem-se apressados; será que tem alguém aqui? quem moraria aqui? e tentou imaginar a pessoa que poderia encontrar... lugar nenhum este, é como se vivesse sem desejos, só e o mundo...
o senhor sorriu-lhe cordialmente
- boa tarde!
-boa tarde, respondeu.
-de onde vem retirante? perguntou-lhe, o homem sem desejos.(pois na suas reflexões, imaginara, alquém que morasse tão longe de tudo não pretendia nada na vida).
-venho da quinta do unha de gato, do seu Raimundo, estou voltando pra casa, você não tem um copo d'agua , por favor?
-entre.
e a conversa ocorreu sem maiores surpresa, por toda daquela tarde.
a cada gesto do velho homem ele esparava algo de inrruptor, de anacronismo, como esperando que do nada surgisse algo de diferente, e mantinha os olhos fixos nele. o tempo real e o tempo que está dentro da gente, engraçado! pensou, e já não sabia mas que hora seria aquela, mas concerteza já esperavam por ele, e seguio, ao entardecer a tristeza é mais insuportável naquelas bandas, o jeito é fugir, lugar imaginário, longe de tudo, das dores, do mundo de si. e seguiu seu caminho, pensando longe consigo, ainda olhou pra trás e viu a velha casinha, coberta de palha, algumas cabras no terreiro e o cachorro que dormia embaixo da goiabeira no terreiro da casa. e pensando agradeceu a água, acolhida e a conversa e sequiu passos lentos, pés na estrada.
-hei! gritou seu irmão mas novo, quando chegava já próximo de sua casa.
-por que demorou?. perguntou-lhe
- vim caminhado devagar. e  o pai, já chegou?
-chegou mas saiu, foi pro velório.
- que velório?
- o do seu joão da lua, morreu hoje de manhã.
- quem é este seu joão da...
-da lua, é um senhor que morava numa casinha coberta de palha, lá na curva do riacho do ouro, na estrada que vai pra quinta do unha de gato..
enfim a surpresa!
-
Célio Juliano Trindade
Enviado por Célio Juliano Trindade em 17/07/2006
Código do texto: T196167
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Sobre o autor
Célio Juliano Trindade
Samambaia - Distrito Federal - Brasil, 38 anos
4 textos (99 leituras)
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Célio Juliano Trindade