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espaço vazio, rimando...

O faz de conta serve para tudo, para o Nada que tanto te interessa? Interessa-me nada, mas imagino possa ser Tudo, por isso vais ter o prazer de me ver de saias. Mesmo se fui, sou?, a mulher a quem "as calças ficam-te bem"!
Ponho uma exclamação, na dúvida sou... eu a imaginá-la! A melhor maneira de atrair a tua atenção sempre foi escrever, ficas curioso de não te dar a ler. A ti ou não importa a quem?, a ninguém.
Eu própria também acho isso estranho, mesmo se deixei de estranhar, habituamo-nos... a tudo? Tudo ou tudo, a Ética entra na poética, tudo se consegue reduzir ao Silêncio, até a consciência.
Continuas a fazer-me falta, embora seja um alívio não ter de te aturar. Há sempre ocasiões em que temos de aturar os outros, até a nós próprios. Sim, esta é a minha costela filosófica, herdada do Adão?
Leva contigo a ideia deste conto, conto com isso. Escrevo o que conto, conto-o como conto? Não poderá ser de outro modo, é deste modo e não mudo, é o que quiser quem quiser.
Gosto de imaginar o meu Tudo o teu Nada. Se hoje me levares contigo, se me puseres de quatro e me virares do avesso, rimar-te-ei... de travesso, rir-me-ei e ficarei com os espaços vazios dos frutos secos.
Mim
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 26/07/2006
Código do texto: T202504
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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