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banal&ideal

O banal passou e abanou-me por dentro, eu, a ideal, que nem preciso de nome nem de ninguém, quis ser alguém. Levantei-me e segui-o, passando horas a ver o que ele fazia. Devia estar num daqueles dias em que não fazia nada a não ser passear e passeei com ele, atrás dele. Ao fim do dia eu já não era tão ideal, foi quando comecei a escrever este conto. Conto que o banal o leia, podendo eu passar a ser como ele?
Bom, esta é a parte das perspectivas, vou ficar na expectativa. Quando amanhã ele passar por mim, se eu for ele?, já não preciso do seguir e irei na mesma passear sendo a ideal. Ou, enquanto ele passeia, poderei ficar a pensar adjectivos sobre quem eu era quando era ideal e quais adjectivos lhe atribuo a ele, para também eu passar a ser: o banal.
Levei um abanão, era ele a bater-me nas costas. Então, não é que gostou do conto!? Nem lhe vou perguntar porquê, embora saiba que devia perguntar: já não quero ser banal, o banal é tão previsível.
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 04/08/2006
Código do texto: T209324
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Francisco Coimbra
Portugal
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