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DESGELO

É noite, o frio faz arder na alma, a chama das incertezas que refletem nos ossos trêmulos. Ainda lúcido, tateio indeciso o orifício do acolhimento.
O abrir da porta faz ranger os invernos passados. Os olhos vacilam e o breu interior clareia a mente. Candeias acendidas viram serpentes!
O fogo indeciso pelo vento presente fixa-se nos olhos compenetrados e incomplacentes. Pensamentos propícios a noites sombrias surgem.
Corre solidão nos olhos e nos ponteiros turvos das horas. Serram as pálpebras da discórdia.  O silêncio acalenta o som do coração que se faz sentir e ouvir remitente.
Frestas da consciência permitem alucinações no sono, o susto desperta em degelo, o ausente.
Amanhece em silvos, luz e orvalho. O consciente enganado, outra vez se faz penitente!

(@RLi5boa - RG-DF)
RLisboa
Enviado por RLisboa em 15/07/2005
Reeditado em 29/04/2010
Código do texto: T34520

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Sobre o autor
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