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O corvo saltitava no chão.

Inclinava a cabeça e espreitava debaixo de cada pedra.

Tudo quieto!

- Que coisa! Murmurou o seu bico negro. Como é que um pássaro mantém as penas luzindo de papo vazio?!

Bateu com ambas as patas no chão e escutou.

Um ruído veio de muito longe.

- Minhoca, de certeza, pensou.

Escavou, escavou, escavou, as pálpebras bem cerradas, o corpo inclinado, o bico bate que bate… não era um pássaro, era uma alavanca!

A minhoca trituradora, atordoada, quisera deitar as mãos à cabeça.

O seu corpo, esguio como tripa, bem que se encolhia.

- Um abalo! Isto é um abalo!, pensou.

- Ah, cá estás tu! Exclamou o corvo.

E ela abalou!








Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 09/10/2005
Reeditado em 06/12/2006
Código do texto: T58140
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 64 anos
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Maria Petronilho

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