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Paraíso Ilícito

era triste seu caminhar desolado por entre a imensidao do deserto. o deserto com cor de esquecimento fazia-lhe lembrar de como era sua vida. ela era muito visivel ante à areia branca.deslizava suavemente pelo doce solo,solo fino, separado e dedicado à reis,era naquele solo que ela andava.seu vulto negro ia andando pelo lugar:se encontrava no paraiso!o ceu era metalico e sem luz nas noites longas,tornava-se claro e radiante nos curtos dias.ela sabia que todo dia o dia viria,todo dia poderia ver que era negra,e que a areia era branca, poderia se sentir bem.iria ficar feliz por nao se confundir com a areia.
pois se no escuro todos os gatos sao pardos,no deserto, ora branco, ora negro,tudo nao passa de sonho.feche os olhos agora, sua areia é doce,seu mundo é feito de açucar,seu ser sozinho negro numa imensidao branca,solidao, saudade, prazer.pára e se reflete nas paredes de seu ceu,como é bela aquela negra.mais uma tempestade que inunda seu corpo,se sentiu suja e feia. se sentiu branca.sentiu o corpo estremecer,a boca a se perder numa imensidao de luz,fora capturada, seu paraiso acabou,a morte já veio.agora a negra vai para outro paraiso,o paraiso em que deveria estar. morreu.
Leff
Enviado por Leff em 15/10/2005
Código do texto: T59911

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Sobre o autor
Leff
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil, 26 anos
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