Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

O choro de uma espada

            O orvalho se acumulava na lâmina da espada e seu dono não fez menção alguma em limpá-la. Continuou cabisbaixo na campina admirando as luzes dos pirilampos. Aquelas pequenas fadas lembravam-no de sua amada cujos 3 assassinos jaziam na campina. A vingança não a trouxe de volta, já sabia que não faria, mas tampouco afastou a dor que sentia, contrariando o esperado.
             O orvalho se intensificou em cima da espada que já gotejava na relva. Abatidos os corpos não se mexiam, ambos assassino e assassinados. A espada chorava. O homem chorava. Os vaga-lumes se esconderam. O tom verde deixou a relva daquela noite sem luar. Só o cheiro de sangue e orvalho pararam no ar.
              As lágrimas escorreram e o dia veio. Ali já havia 4 corpos. Uma espada. E o choro.
BOI (Luciano Alencar)
Enviado por BOI (Luciano Alencar) em 29/01/2006
Reeditado em 28/08/2010
Código do texto: T105833
Classificação de conteúdo: seguro

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, criar obras derivadas, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
BOI (Luciano Alencar)
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 29 anos
246 textos (25429 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 06:51)
BOI (Luciano Alencar)