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Música, vinho e morte. Paz!

Lá estava eu com meus inseparáveis desejos, o que me traz momentos prazerosos. Já disse em uma oportunidade aos versos que estes desejos são mulher, boa música, bom livro, bom vinho e lua cheia. Infelizmente (ou talvez felizmente, quem o dirá?), pela minha imcopetência em boas relações com as mulheres (como elas querem me entender se nem mesmo eu me entendo?), não tenho muitos momentos felizes com elas. Mas, lá estava eu com meu livro do Nietzsche, meu vinho (este não era tão bom, mas me satisfazia) e uma bela lua, que parecia estar mais perto do que normal e ao fundo (não sei de onde vinha), eu podia escutar a canção "Confortably Numb". Me veio à cabeça lembrar da última vez que eu tivera uma sensação tão prazerosa. Não lembrei. Talvez nem mesmo eu tivera essa oportunidade, mas isso não importava, eu estava de tal forma que queria ficar por toda a eternidade. Memo me faltando uma mulher. Mas quem garante que ela não estragaria a ocasião? Ok, eu estava ótimo! Não precisava de mais nada. Tudo ficou escuro. foi como se ocorresse um apagão em todo o universo. Me veio uma senação de paz que eu nunca experimentara antes. Eu não podia ver nada, estava tudo escuro. Sem problemas, eu ja tinha lido bastante por aquela noite, e o vinho, eu segurava em minhas mãos de forma que não pudesse perdê-lo. Uma sensação de amor me veio, fazendo com que eu suspirasse, sentindo o doce do vinho mais intenso. Foi neste momento que eu vi uma luz muito distante. Como se fosse uma estrela, mas esta seria a mais brilhante de todas. Percebi que ela vinha em minha direção numa velocidade provavelmente superior à velocidade da luz. Veio rápido. Mais rápido. E o tamanho, de acordo com a proximidade, também ia se aumentando. E numa velocidade incomum, me cegou à tua luz. Importante ressaltar, leitor, que desde o momento em que tudo ficou escuro até minha cegueira, não se passou mais de vinte segundos. Comecei a entender o que se passava... Era ela mesmo, prima do amor, da paz, da tão buscada felicidade interior, a morte. Finalmente. Ah, como eu esperei por este momento. Finalmente meu pedido fora atendido, eu poderia, agora, passar a eternidade lendo, bebendo vinho, escutando boa música. Quanto à lua, eu sei, alguma hora ela apareceria, não me abandonaria de forma alguma. Sabia do meu amor por ela. Quanto à mulher... Ah, que se foda. Não queria estragar minha paz...
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 12/04/2005
Código do texto: T10916

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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 31 anos
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Júnior Leal