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conto erótico 369

Hoje foi segunda-feira, agora o dia foi-se e fica a noite. Já o dia não é o mesmo, carece ainda o repouso, através do necessário sono, vir fazer a separação entre o hoje e o amanhã. Por esse motivo ainda o hoje prevalece e o amanhã aguarda a manhã. Ou virá, naturalmente, depois de dormir. O que pode só acontecer à tarde, quando tão tarde como hoje tardo na noite.
Não deixem estas considerações de estar presentes, em quem ler estas palavras. Tudo é relativo e a revelação das verdades deve ser sempre mais do que mero episódio, para não - se - correr o risco de tudo ser uma anedota sem graça contada com o intuito do riso. Onde, como recurso, se ele não surge, podemos recorrer aos palavrões e sentir a bestialidade física possuir a realidade.
O que é que acontece quando isso acontece? O espírito liberta-se de forma violenta da necessidade de compreensão, permitindo a descompressão emotiva dos motivos que formam as formas compreensíveis do conhecimento, as quais se caracterizam pela atenção, respeito e rigor, subitamente varridos para dar lugar ao alarido alegre e feliz da imbecilidade estúpida e alarve, onde conseguimos encontrar o que de melhor nos reserva a vida: a satisfação momentânea de todas as necessidades, na alegre condição infantil de fruir plenamente as novidades.
Aqui tudo é sensorialidade e o medo está esquecido, para tanto bastando... não estar presente. Ora não há religião sem medo e é como celebração que avanço neste texto, onde tardo a falar do assunto...
Gosto destas palavras cuja expressividade reflecte a própria magia das palavras, assumir... um assunto! O sexo.
«
Trabalho as palavras para que elas se toquem como tu e eu cama, tua cama, tu a cama, eu a cama, nós a cama, nós na cama e um riso nos lábios pintados com sorriso inchado nos lábios vermelhos do quente calor da excitação de te citar de te excitar coberta no peito, coberta pelo peito, descoberta!...
»
Finalmente consegui dormir, depois de reler “O texto” que - te/ te - dediquei, procurando dele beber a teta úbere de leite onde imagino o leite é quente e inebriante e corre para as veias, como nelas corre a vida! Sexo = texto, fazer sexo = (a) escrever = (a) proximidade sem distância = (a) leitura na palavra à mão = onde (O) corpo se imprime/exprime = marca pessoal!...

{Assim se exprimiu - R, já dele falámos, a ele voltaremos. Quanto à religião, sem medo que o céu nos caia na cabeça, nada temos a pedir aos deuses. Sem medo que ela ou ele não volte, ninguém ergue os olhos para Ela ou Ele. Afora isso ou isto, o cantar ritmado dum coro, pedindo... caia chuva e fecunde a terra, engravide a mulher, brote a se_mente. É o sémen de todas as ideias, da própria ideia donde evoluiu a humanidade: O sexo, o símbolo, o O, Oh!... o espanto: a imortalidade duma primeira e última memória, o inicio da história à História... sexo = texto, o Céu nos a_guarde! Estávamos no Entrudo, vai quase uma semana.}
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 05/03/2006
Código do texto: T119125
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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