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Minha Primeira Vez...

Minha Primeira Vez...


Minha primeira vez com ele foi tudo que eu mais desejei...
Foi tão intensa, que ainda sinto tudo que senti naquele momento.
A respiração ofegante dele, e o modo como ele fez com que todo o medo sumisse... As mãos dele, tocando meus seios por sobre a blusa, faziam com que toda minha pele se arrepiasse...
O jeito como ele me beijava... Tão devagar... Tão delicado e derrepente a paixão falava mais alto e ele me beijava com força. Eu podia sentir na língua dele, o quanto excitado ele estava... Podia sentir no jeito como mordia minha boca... Seu toque sobre minhas coxas, escorregando, descobrindo cada centímetro do meu corpo.
Ele beijava meu pescoço, me fazendo perder a noção das coisas, de qualquer coisa... O jeito como enrolou meus cabelos por entre seus dedos, como os puxou, poderia ter doído, mas era uma sensação de posse tão deliciosa, que ele poderia ter puxado mais que eu não sentiria nada...
Ele mordia meu colo e beijava, beijava meus seios, mas não tirava minha blusa, como se mostrasse que respeitaria meu tempo, não importando quanto ele fosse; eu que teria que tirar, ou permitir que ele tirasse, mas ele fazia de um jeito, que quase me fazia implorar pra que tirasse... e eu? Implorei...
A primeira peça já tinha ido... e depois da primeira, qualquer vergonha se perde... já não tem por onde voltar atrás, nem fugir... E quem disse que eu queria fugir? Estava ali me sentindo tão dele, que pareceria injusto não retribuir o prazer e carinho que ele estava disposto a me dar.
Deixei que ele tirasse não só minha blusa, com uma peça íntima também.
A música que tocava me deixava louca, mas eu não entenderia, nem lembraria, qualquer coisa a não ser o repetitivo refrão: “i want you...” (quero você). “... and i want you to want me too”. (e quero que você me queira também).
Nós parecíamos saber exatamente o que o outro sentia e queria sentir... no chão ele passava a ponta da língua nos meus lábios e ia descendo...
Eu já queria ser dele... queria ouvir ele gemer, e ofegar, e gozar chamando meu nome.
Ele atendeu meu pedido, sem eu pedir...
Era um emaranhado tão louco de pernas e línguas e bocas, que ninguém saberia dizer onde começava um e terminava o outro.
Foi tão pertubadoramente surpreendente aquilo tudo, que me vendo suada por sobre o peito dele, eu não saberia dizer, quanto tempo se passou... e nem quanto daquilo tudo, foi real ou só fruto da minha imaginação.
Então eu pergunto: você, sentiu? Então tudo pode ser... ou será.
(fp)
Poética
Enviado por Poética em 12/03/2006
Código do texto: T122061
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Sobre a autora
Poética
João Pessoa - Paraíba - Brasil
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Poética