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Era uma vez um país em algum lugar do passado, do presente ou do phuturo, onde ninguém sabia ao certo o motivo, mas o povo vivia sorrindo.

Várias pesquisas haviam sido pheitas no intuito de desvendar o mistério da origem de tal phato, no entanto, as respostas a pergunta que não queria calar , eram as mais diversas, variadas e inimagináveis possíveis.

Uns achavam que o povo pendurava um sorriso no rosto pheito aquelas máscaras de carnaval, pra dispharçar a realidade de tanta tristeza, ou seja, tapar o sol de uma angústia com a peneira de uma ilusão, ou simplesmente pra esquecer o ônibus lotado, o título no cartório, o nome no SPC, a phila da previdência, o imposto compulsório, ou o valor de um tal salário mínimo, que na realidade era o máximo de desrespeito.

Outros ainda, achavam que o povo sorria devido a uma cãimbra causada por ocasião em que o bobo da corte contara uma piada muito sem graça, e para que o maioral não lhe cortasse a cabeça, as pessoas deram aquela risadinha amarela e phorçada, que acabara se perpetuando.

Alguns aphirmavam, e eram capazes de assinar embaixo, que o motivo do riso permanente era pura e tão somente as mirabolantes e phantasiosas promessas dos políticos em véspera de eleição.

Com toda a certeza, dephendiam veementemente aqueles da ala religiosa, era porque Deus era oriundo daquela santa terrinha, com cédula de identidade, cadastro de contribuinte, conta no banco do povo, e tudo mais, e sentiam-se phelizes pelo phato de terem um compatriota globalizado e mundialmente conhecido, muito embora por muitas e muitas vezes completamente ignorado.

Juravam alguns, em nome do compatriota phamoso, que o riso era resultado do epheito de prhases de epheito, soltas e esparsas ouvidas no dia a dia tais como:

“A justiça é cega!; Quem ri por último ri-tardado!; Mais vale um pássaro na mão do que uma jararáca no meio das pernas! ; Eu prometo...! Vamos apurar as responsabilidades! O nosso compromisso é com o povo!; Não me deixem só! ; Vamos coibir as impunidades! Este assunto é prioritário!; A melhor dephesa é o ataque! Tem dia que de noite é assim mesmo!; Quem espera sempre alcança!; Eu disse que não ia dar certo!; Ah! Se eu phosse mais novo!; No meu tempo era dipherente!; Vamos zerar a inphlação!; Ante o orgasmo esporádico da atual conjuntura!; Avisem os desavisados que hoje não tem aviso!; Se correr o bicho pega , se phicar...!

E outras tantas pérolas semi preciosas do linguajar popularesco.
 
Por ser maravilhoso o tal país era pródigo em conversa phiada , boatos, patuás e talismãs, (tinha um que phora ídolo da Gaviões!) , duendes, desempregado padrão, orixás, torcidas uniphormizadas, CPIs, maracutáias, vigaristas de carreira, inimigos número um, monopólio estatal, conexões de trambiques, greves, gnomos, gigantes e anões como o João Phelizardo, phigura do alto escalão, um cara de pau consumado que alardeava ser detentor de uma sorte tamanha, mas inegavelmente suspeita, ou o Anão Tagarela, petulante e convencido atleta da seleção de phrescobol, que queria porque queria jogar, e apesar de pegar o avião andando, chorava pois queria ir sentando na janelinha!

Tantos phatos, poucas phadas e muito pano pra manga! Phantasioso país de sorridentes phiguras- talvez dissesse Cervantes!!

E enganando os desenganos no desphile principal, pelas esquinas da vida, nos becos do desespero, nos mares da hipocrisia do social abandono, vagando nas ondas do rádio esparsas pelo espaço, sem direção nem compasso, prisioneiros sob os grilhões de modernos bucaneiros, Peter Pans e Sininhos morriam de overdose, de pico, pedra de crack, ou de pó de pirimplimplim, pois para eles a esperança era uma phaca de dois gumes, sonho no phio da navalha, e se vivia ou se morria sorrindo!

Havia uma porrada de dragões, muito cacique pra pouco índio, nenhuma princesa encantada ou cavalo de qualquer cor!

Naquele reino desencantado, bobagem era miséria pouca e as ilusões em preto e branco, entrando de porta em porta, correndo de boca em boca, querendo explodir no peito, brilhando no sorriso aberto rephletido na phragilidade da imagem do mágico espelho de cristal, que na realidade só era mesmo espelho de uma história inverossímil, phantasia, phatos e phadas, que só pra não phugir a regra, phoram phelizes pra sempre!

E eu vou é parando por aqui pois que, escoteiro sempre alerta, eu quero é correr perigo, e quando a saudade aperta, no auge da solidão, só posso contar comigo, e tiro da multimochila um punhado de ilusão!

Dirão os desavisados, - perdeu o phio da meada – que eu, careta vacinado viajei, pisei na bola, mas como Vovó já dizia sorrindo pra Chapeuzinho, voltando-se a vaca phria já a caminho do brejo :

- Não se enrede no enigma encontre seu paradigma, roteiro da solução!

E eu aqui de minha parte usando mil artiphícios perto do início do phim, exercendo o meu direito de ousar de qualquer jeito, salvaguardando as aparências, só tenho a dizer é que quem quiser que conte outra, e é bem melhor perder a esperança do que não tê-la conhecido, já que todo amor dura pra sempre, o pra sempre é que não tem uma vida duradoura!


antonio carlos de paula
poeta e compositor

AC de Paula
Enviado por AC de Paula em 14/03/2006
Reeditado em 13/05/2010
Código do texto: T123147
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
AC de Paula
São Paulo - São Paulo - Brasil
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