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INGRATIDÃO DE UM FILHO

INGRATIDÃO DE UM FILHO
Eduardo Mendonça
(Baseada na história de vida da saudosa Mãe Preta Veríssima).


ANDANDO CERTO DIA POR UM POVOADO,
DEPAREI-ME COM UMA SENHORA IDOSA,
UMA MÃE SOFRIDA, NUMA POBRE CASA DE INCHIMENTO.
UMA COZINHA SIMPLES, ALGUMAS PANELAS PRETAS COMO CARVÃO,
UMA CAMA COM COLCHÃO DE PALHA, UMA BRUACA VELHA,
UM VELHO BANCO DE MADEIRA, UMA ESTEIRA DE PALHA AO LADO,
UM POTE DE BARRO, UM GATO DE ESTIMAÇÃO
DORMINDO NUM COURO VELHO...

APROVEITEI, LIGUEI A CÃMARA E REGISTREI
TUDO QUE MEUS OLHOS VIAM...
MESMO EMOCIONADO, COM TANTA SIMPLICIDADE,
FUI AO TERREIRO, DEPAREI-ME COM UM QUINTAL.
QUINTAL DE CERCA, VI UM VELHO JUAZEIRO
JÁ CORRÍDO PELOS ANOS, ALGUMAS GALINHAS CISCANDO
NAQUELA MAJESTOSA SOMBRA,
UM PILÃO VELHO ENCOSTADO, UMA TREMPE ENFERRUGADA...
ENFIM, PERCEBIR QUE ALI ERA UM CENÁRIO SIMPLES
E DIANTE DA EMOÇÃO QUE SENTIR, NÃO ME LEMBREI DE POBREZA,
POIS O SORRISO DE FELICIDADE COM A MINHA PRESENÇA
NO ROSTO ENRRUGADO DAQUELA SENHORA,
FEZ-ME ENXERGAR UM LUGAR CHEIO DE RIQUEZA...

E SÓ ENXERGUEI TRISTEZA, QUANDO OUVIR AQUELA POBRE MÃE
LAMENTANDO O ABANDONO E A INGRATIDÃO DO SEU FILHO.
AQUELE DOCE SORRISO DEU LUGAR A UMA LÁGRIMA DOÍDA,
QUE DESCENDO PELO SEU ROSTO, FOI SE MISTURANDO COM
A AMARGURA E COM A SAUDADE.
OS MEUS OLHOS NÃO VIAM MAIS AQUELE CENÁRIO ENCANTADOR,
PASSOU A TER VISÕES DIFERENTES,
IMAGINANDO A VIDA CONFORTÁVEL DAQUELE FILHO,
VIVENDO E DESFRUTANDO DE UMA VIDA DE REGALIAS
NA GRANDE CIDADE, NA DISTANTE SÃO PAULO.

OLHANDO PRÁ AQUELA MÃE, DE UM CORAÇÃO DE OURO,
COM A FOTO DO FILHO SOBRE O PEITO,
PERCEBI QUE ELA AINDA TINHA FORÇAS PRA REZAR PELO
SEU FILHO, PEDINDO A DEUS QUE O ILUMINASSE
PELAS ESTRADAS DA VIDA...
E ALI, PARADO, FIQUEI IMAGINANDO...
COMO PODE UM FILHO SER TÃO INGRATO E TÃO OMISSO?
A VIDA NÃO É INJUSTA, O MUNDO NÃO MALTRATA NINGUÉM,
QUEM MALTRATA SOMOS NÓS, POVO...POVO SEM ALMA,
SEM COMPAIXÃO E SEM AMOR.
SÃO FILHOS, DESCOMPROMISSADOS COM CARINHO E AMOR.
MUITOS FILHOS SÃO GERADOS NUM MOMENTO DE AMOR,
AMOR DE UM CASAL POBRE PODE SER, MAS É AMOR...
FIQUEI SABENDO ATRAVÉS DAS PALAVRAS TRÊMULAS
DESTA SOFRIDA MÃE, QUE SEU FILHO ESTÁ BEM EM SÃO PAULO...

E COM UM CERTO REMORSO, MOSTROU-ME UMA CARTA DELE.
AO LER ESTA CARTA, TÃO CHEIA DE PROMESSAS
E ARRPENDIMENTOS, LEMBREI-ME DE OUTRAS HISTÓRIAS,
HISTÓRIAS DE VIDAS PARECIDAS,
COMO ESTA QUE ESTOU PRESENCIANDO...
E ESTA HISTÓRIA ME INSPIROU A ESCREVER UMA
OUTRA HISTÓRIA, MAIS UMA HISTÓRIA, BASEADA NUM FATO REAL.
MAIS UMA, ENTRE TANTAS QUE SE OUVE POR ESTE SERTÃO AFORA.

PEGANDO UMA CARTA, ESCRITA A MÃO,
LEIO PRÁ VOCÊS UMA COMOVENTE HISTÓRIA...
DIZ O FILHO ARREPENDIDO:
“-MÃE, AGORA DISTANTE DE TI,
POSSO PERCEBER O QUANTO TE AMO...
PERDOE-ME MÃE, PELAS DORES QUE TE FIZ SENTIR!
PERDOE-ME PELAS NOITES QUE NÃO TE DEIXEI DORMIR!
HOJE, TANTO TEMPO DEPOIS,
DAR PRÁ SENTIR O QUANTO É DURO VIVER TÃO LONGE,
LONGE DE VOCÊ, SEM VOCÊ PERTO DE MIM...

QUERO VOLTAR E NÃO SEI SE DEVO.
EU TE FIZ SOFRER TANTO...
LEMBRO-ME DAS MANHÃS E DAS TARDES
DE SOL ESCALDANTE E VOCÊ, COM SEU CORPO FRÁGIL,
CANSADO, LUTANDO COM PAPAI
NOS PESADOS SERVIÇOS DA ROÇA,
TRABALHANDO COM TODA HUMILDADE,
COM TODA DEDICAÇÃO PARA O MEU SUSTENTO.
TRABALHANDO POR MIM, PRÁ ME AJUDAR A VIVER.

É MÃE...DEIXEI TUDO ISSO NO ESQUECIMENTO.
ABANDONEI TUDO E SAIR PRO MUNDO,
PENSANDO SER FELIZ PELOS CAMINHOS DA VIDA.
HOJE MÃE, PASSEI O DIA A RECORDAR.
LEMBRANDO DAQUELAS SAUDOSAS NOITES,
NA PORTA DE CASA, EM NOITES DE LUA,
DEBRUÇADO EM TEU COLO...
ENQUANTO EU RECEBIA SUAS CARÍCIAS,
VOCÊ AINDA CANTAVA BAIXINHO
PRÁ QUE EU PUDESSE DORMIR.

HOJE, SINTO SAUDADE DAQUELE SONO MÃE...
NUNCA MAIS DORMIR TÃO SEGURO
E TÃO CONFORTÁVEL NA MINHA VIDA.
MAIS TARDE, VOCÊ COM TODO CARINHO
IA À MINHA CAMA PRÁ VER SE EU ESTAVA COM FRIO.
QUANTO CARINHO MAE! QUANTA PREOCUPAÇÃO!
AQUI TÃO LONGE, AFIRMO QUE NINGUÉM
JAMAIS SE PREOCUPOU COMIGO, COM A MINHA VIDA.
RECORDANDO TUDO ISSO, POSSO PERCEBER
O QUANTO EU TE FIZ PADECER COM A MINHA AUSÊNCIA,
COM O MEU DESPREZO, COM A MINHA INGRATIDÃO.

EU AQUI TENHO TANTO, E VOCÊ AÍ, TEM TÃO POUCO.
HOJE, EU SEI O TRABALHO QUE TE DEI.
NUNCA PAREI PARA PERCEBER A TUA IMPORTÂNCIA,
A GRANDIOSIDADE DO TEU CORAÇÃO.
NUNCA PERCEBIR A IMENSA PORÇÃO DE AMOR
QUE ESTÁ DENTRO DO TEU SANTO CORAÇÃO.
SINTO A FALTA DA TUA PROTEÇÃO,
DO TEU OLHAR DOCE E PURO,
DA TUA VOZ CALMA E SERENA CANTANDO PRÁ MIM.

SINTO FALTA DA COMIDA QUE SÓ VOCÊ SABE FAZER.
É MÃE, SINTO-ME TÃO PEQUENO AGORA.
ESSE FILHO HOJE MÃE, ELE CHORA.
CHORA DE SAUDADE E MUITO MAIS, DE REMORSO.
SINTO DOER MUITO O MEU CORAÇÃO.
MAIS UMA VEZ TE PEÇO: PERDOE-ME MÃE.
PERDOE-ME PELO MAU AGRADECIMENTO,
PELO MEU DESPREPARO PARA A VIDA,
POR MINHA REBELDIA, POR MINHA INOCÊNCIA.
POR TUDO QUE EU QUERIA POSSUIR,
POIS EU SÓ PENSAVA EM LUXO E RIQUEZA...

PERDOE-ME MÃE, PELA MINHA VAIDADE.
NÃO SABIA QUE NA VERDADE,
A MINHA MAIOR RIQUEZA ESTÁ DENTRO DE TI.
PERDOE ESTE FILHO ERRANTE.
ABENÇOE ESTE FILHO DISTANTE,
QUE AGORA SIM, ESTÁ APRENDENDO A VIVER.
E TUDO QUE EU SEI, FOI ESPELHADO NA TUA VIDA,
NA TUA SIMPLICIDADE, NO TEU AMOR,
NO TEU CARINHO, NA TUA BONDADE,
NA GRANDEZA DA MÃE QUE SEMPRE SOUBESTE SER...

MÃE, MÃE! OLHO AQUI O TEU RETRATO,
LEMBRO-ME QUE FUI TÃO INGRATO,
NÃO DEI A DEVIDA IMPORTÂNCIA,
IGNOREI O TEU AMOR E O TEU CARINHO.
AGORA ME VEJO NO MUNDO SOZINHO, PERDIDO,
DESPREZADO PELAS PESSOAS QUE ACHAVA QUE ERAM BOAS...
ESTOU PERDIDO, JÁ NA ME ADIANTA TANTO CONFORTO...
MÃE ESTOU TRISTE, ARREPENDIDO,
COM SAUDADE DE VOCÊ E DO MEU CANTINHO...
SINTO SAUDADE ATÉ DA POBREZA QUE DESPREZEI,
DA CASA POBRE E SIMPLES QUE MORAVA.
SINTO-ME ENVERGONHADO PELAS
PALAVRAS DURAS QUE TE FALEI,
PELAS REVOLTAS QUE DEMONSTREI,
PELO MEU NERVOSISMO, FALANDO ALTO CONTIGO,
FAZENDO-TE CALAR E CHORAR. CHORAVA E REZAVA.

Ó MÃE, COMO EU GOSTARIA DE ESTAR PERTO DE VOCÊ AGORA,
E DE JOELHOS TE PEDIR MIL PERDÕES.
SEU FILHO AGORA PADECE E CHORA.
QUERO VOLTAR A VIVER AO TEU LADO.
EU ERA FELIZ E NÃO SABIA.
TIVE TANTO CARINHO, TANTO AMOR,
TANTA PROTEÇÃO, E PARECE QUE VIVIA CEGO.
CEGO. É VERDADE. O MEU EGOÍSMO,
A MINHA ILUSÃO, A MINHA AMBIÇÃO
NÃO DEIXAVAM ENXERGAR MAIS NADA.

NÃO OUVIA TEUS CONSELHOS,
FICAVA IMPACIENTE COM TEUS LONGOS CONSELHOS,
COM TODAS AS PALAVRAS DE CARINHO QUE PROFERIA,
ENFIM, EU VIVIA CEGO MÃE. O MUNDO ERA TODO ESCURO PRA MIM.
EU NÃO SABIA PORQUE PASSAVA FOME,
PORQUE QUERIA SER LOGO UM HOMEM
E IR A BUSCA DE OUTRA VIDA...
MÃE VOLTO A OLHAR TEU RETRATO DESCORADO,
E POSSO VER TEUS TRAÇOS ENVELHECIDOS,
TEUS BRAÇOS MAGROS, CANSADOS,
TEU CORPO MALTRATADO PELAS LUTAS DA VIDA.

PERCEBO QUE SEMPRE TEVE UMA VIDA SOFRIDA,
SEMPRE TRABALHOU E LUTOU POR MINHA VIDA,
SEMPRE VIVEU EM FUNÇÃO DE MIM
E JAMAIS TEVE DESCANSO, JAMAIS TEVE CONFORTO.
OH! GRANDE MÃE, O QUE POSSO DIZER AGORA?
EU VIM EMBORA, EU TE ABANDONEI E TE FIZ SOFRER...
O QUE FAZER COM ESTA MINHA VONTADE DE TE VER?
COMO CONTROLAR ESTA MINHA GRANDE SAUDADE?
O QUE TE DIZER QUANDO EU TE REENCONTRAR?
COM QUE CARA EU VOU TE ENCARAR,
SE EU TE DEIXEI CHORANDO AO PORTÃO?
O QUE FAREI PRA FAZER VOLTAR A SER FELIZ?
O QUE FAREI PRA APAGAR TODO O MAL QUE EU TE FIZ?
MAS EU VOU VOLTAR MÃE,
EU QUERO VOLTAR A VIVER AO TEU LADO ““.

PASSOU ALGUM TEMPO E ESTE FILHO VOLTOU.
ELE ESTAVA LOUCO DE VONTADE DE REVER SUA MÃE
E AGORA, ENFIM, DAR CONFORTO A SUA VELHA SOFRIDA.
ELE VOLTOU, CHEIO DE REMORSO EM SEU CORAÇÃO.
ELE NÃO CONTROLAVA A VONTADE DE ABRAÇAR SUA MÃE,
ESTAVA NERVOSO E CHORAVA MUITO.
ENFIM, ESTE FILHO CHEGOU NA SUA TERRA NATAL...
VIU SEU POVO, AS RUAS DIFERENTES,
TUDO PARA ELE ESTAVA SENDO NOVIDADE.

MAS, PARA SUA SURPRESA, LOGO NA ENTRADA DA CIDADE
DEPAROU COM UMA MULTIDÃO DE PESSOAS,
QUE VINHA CAMINHANDO LENTAMENTE,
MUITAS PESSOAS COMOVIDAS, OUTRAS REZANDO...
ELE SE APROXIMOU DE UMA SENHORA QUE REZAVA MUITO
E COM A VOZ TRÊMULA PERGUNTOU-LHE:
QUEM MORREU DE IMPORTANTE HOJE NESTA CIDADE
PRÁ TER UM ACOMPANHAMENTO TÃO GRANDE?
A DEVOTA SENHORA, EMOCIONADA, RESPONDEU-LHE:
‘REALMENTE O SENHOR ACERTOU, MORREU UMA PESSOA
MUITO IMPORTANTE, UM EXEMPLO DE VIDA...

NÓS ESTAMOS A CAMINHO DA SUA ULTIMA MORADA,
E TALVEZ ELA AGORA DESCANSE EM PAZ,
DEPOIS DE TANTO SOFRIMENTO E DE TANTA DOR.
ELA PASSOU A VIDA LAMENTANDO A FALTA DE UM FILHO,
NÃO SEI SE O SENHOR CONHECE...
E ELA, MORREU CHAMANDO POR ELE,
PEDINDO A DEUS
QUE O ACOMPANHASSE PELAS ESTRADAS DA VIDA ““.
QUEM MORREU FOI...

O RAPAZ NEM OUVIU A RESPOSTA,
CHEGOU EM FRENTE À A MULTIDÃO
E PEDIU QUE PARASSE O CORTEJO.
AO LEVANTAR A TAMPA DAQUELE CAIXÃO,
RECONHECEU QUE ERA SUA MÃE...ENTRE SOLUÇOS
CAIU NOS BRAÇOS DOS VOLUNTÁRIOS...
FOI UM MOMENTO DE DOR, DE PROFUNDA EMOÇÃO...
ENFIM, AQUELA POBRE SENHORA DESCANSAVA
DA VIDA...DE UMA VIDA SOFRIDA E AMARGA.
AQUELA MÃE POBRE, DE CORAÇÃO TÃO NOBRE
DESTE MUNDO SE DESPEDIA...
E AQUELE FILHO ENGRAVATADO,
COM SEU CARRO DE LUXO ALI DO LADO,
ESTAVA NO CHÃO.
FOI DERRUBADO PELO REMORSO E PELA INGRATIDÃO.

O CORTEJO CONTINUOU.
AS MULHERES SERTANEJAS REZANDO,
OS HOMENS, EMOCIONADOS, EM SILÊNCIO O CAIXÃO IAM LEVANDO.
E ALI DENTRO, TODOS SABIAM QUE ESTAVA UM CORPO DE UMA MÃE,
DE UMA MÃE SOFRIDA, ABANDONADA PELO FILHO,
MAIS UMA VÍTMA DO DESAMOR, DA INGRATIDÃO.
MAIS UMA VÍTIMA DA MISÉRIA E DO DESPREZO.
O CORPO DE UMA MÃE QUE ENFRENTOU AS MAIS DURAS PROVAÇÕES.
AQUELE FILHO, VINDO DO LUXO E DA GRANDE CIDADE,
ASSISTIA A TUDO COMOVIDO.
ALI, ELE TEVE UMA AULA DA VIDA.
PERCEBEU COMO É A VIDA, COMO É O DESTINO...
A VIDA TIROU-LHE A OPORTUNIDADE
DE OUVIR O PERDÃO DA SUA MÃE,
TIROU DELE O AMOR MAIS PURO E VERDADEIRO.

ALGUEM, NA MULTIDÃO, PERCEBENDO AQUELA SITUAÇÃO
APROVEITOU E PROFERIU UM DISCURSO EMOCIONANTE,
FALANDO DA VIDA E DO SOFRIMENTO DAQUELA POBRE SENHORA.
TODOS FORAM AS LÁGRIMAS E ESTA HISTÓRIA, DIZIA O ORADOR,
VAI SERVIR DE EXEMPLO, DE ESPELHO PRÁ MUITOS FILHOS.
MÃE É UM BEM QUE NÃO TEM DINHEIRO QUE COMPRE.
A MÃE É UM PEDAÇO DE DEUS AQUI NA TERRA.
NÃO HÁ NADA MAIS PRECIOSO DO QUE O CORAÇÃO DE MÃE.
NÃO EXISTE SENTIMENTO MAIS FORTE DO QUE O SEU AMOR.
APÓS A MORTE, ELA VIRA SAUDADE.
É UMA SANTA QUE SE MUDA PARA A ETERNIDADE.
AQUI NA TERRA, FICAM A LEMBRANÇA E A ETERNA SAUDADE.

FICA PRÁ TODOS ESTA HISTÓRIA DE VIDA,
UMA HISTÓRIA BASEADA NUM FATO REAL.
MÃE É AMOR. É VIDA. NÃO PODE SER DESPREZADA.
MÃE TEM QUE SER AMPARADA, BAJULADA,
ACARICIADA, BEIJADA, CONFORTADA, ABRAÇADA,
COMPREENDIDA, QUERIDA, RECONHECIDA, PROTEGIDA,
AQUI NA TERRA, AQUI NA TERRA, AQUI, NA VIDA.
Eduardo Mendonça
Enviado por Eduardo Mendonça em 18/10/2008
Reeditado em 19/10/2008
Código do texto: T1235294
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Sobre o autor
Eduardo Mendonça
Barra do Mendes - Bahia - Brasil, 53 anos
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Eduardo Mendonça



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