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UM AMOR DIFERENTE/ V I

ATENÇÃO:SE EXISTIR DENTRO DE VOCÊ ALGUM PRECONCEITO, NÃO LEIA


    Assim chegou a noite, Rangel sabia que tinha que descansar depois de um dia com tanta turbulência, trancou-se em seu quarto, como se estivesse se escondendo do mudo mais não estava conseguindo esconder-se daqueles sentimentos confusos, lembrava do toque das mãos do Ricardo, da sua respiração, de suas conversas quase ao pé do ouvido no escuro do cinema, do arrepio na pele, do frio por dentro, seu corpo começou a ter uma reação com aqueles pensamentos,no escuro do quarto parecia que ele via os olhos do Ricardo como antes dentro do cinema, parecia que ouvia sua voz, as partes sensíveis  do seu corpo naquele momento estava tendo reações incontroláveis, como poderia esta desejando tanto o Ricardo se quando estava perto dele não estava sentindo nada, se perguntava em pensamento sozinho.
   O dia amanheceu e ele começou a mesma rotina de sempre, no caminho para a loja onde trabalhava tudo estava diferente, Rangel parecia esta de alma nova, até os amigos de trabalho estranharam a mudança do Rangel , fizeram muitas perguntas, mas ele respondia apenas com um sorriso,já se pegava pensando em Ricardo pelos cantos, e de repente começou a sentir um certo medo, medo que ele não o procurasse mais, medo que ele só quisesse brincar como muitos fazem, medo de sofrer como já viu muitas histórias de amores mal resolvidos.
   Rangel sem perceber já tinha ligado em casa duas vezes, que não era seu costume, não parava de olhar para o celular para ver se alguém havia ligado, até a diarista estava estranhando as ligações do Rangel mas, sem perguntar nada ela apenas respondia que ninguém ligou,até ele mesmo estava achando estranho seu comportamento,terminou seu expediente ele não quis nem tomar um lanche como era de costumes com os amigos, saiu correndo para pegar o ônibus para chegar em casa logo, estava muito ansioso, para falar com o Ricardo, chegando em casa foi logo perguntando de novo se alguém havia lhe procurado, e a resposta era a mesma, ficou das sete e meia da noite ate as dez horas do lado do telefone cada toque que dava seu coração disparava, mais nunca era para ele.
   Foi chegando o cansaço de mais um dia de correria no serviço e Rangel foi fazer seus afazeres rotineiros para depois ir dormir, depois de tudo pronto ele se recolheu em seu quarto, com uma certa tristeza pegou uma taça de vinho e foi para seu quarto pensativo,ligou o som baixinho, sem esperar estava tocando a  música que ele tanto gostava, ficou olhando do alto da janela do apartamento as pessoas passando pela rua casais e tudo mais, mas dentro dele existia um vazio sem respostas, precisava  conversar com alguém ou talvez ouvir a voz do Ricardo pelo menos uma vez só.
    Sabia que estavam distantes um do outro, Ricardo morava na região leste e ele morava na região norte de São Paulo, mais mesmo assim seus olhos miravam a direção leste olhando as luzes do alto da janela, já era um pouco tarde, Rangel apagou a luz do seu quarto e caiu na sua cama, depois de lutar contra seus pensamentos, acabou dormindo no meio de dúvidas e incertezas.
    Mais um dia de trabalho, Rangel volta para a mesma rotina de sempre, mas não tirava o Ricardo do pensamento, se perguntava porque aquilo estava acontecendo com ele, mas conseguia esconder bem, seu semblante de ansiedade e de preocupado, anotava algumas coisas erradas dos clientes mais conseguia concertar depois sem chamar muita a atenção.
   Assim passou-se mais um dia de trabalho do Rangel pura ansiedade, mal se despediu  dos amigos de trabalho e pegou o caminho de casa correndo, dentro do ônibus contava os minutos para chegar logo em casa, na correria para sair acabou esquecendo o celular  na loja, então ele estava mais nervoso ainda, se o Ricardo ligasse e ele não conseguisse falar com ele iria estragar sua noite,precisava chegar em casa logo.
De repente ele foi notando que o trânsito estava lento e o ônibus não estava mais na mesma velocidade, deu um aperto dentro do seu peito,depois chegou a noticia que tinha um acidente na via Dutra, ai ele ficou mais nervoso ainda, não poderia se atrasar algo dentro de si lhe dizia que o Ricardo iria ligar naquela noite, aquilo não poderia esta acontecendo, ele tinha que ouvir a voz do Ricardo, mesmo que não tivesse coragem de falar nada mais só bastava ouvir, passando algum tempo a confusão do trânsito foi  resolvida ai tudo voltou ao normal.
   Chegando no prédio nem esperou o elevador, subiu as escadas na carreira abriu a porta de casa rápido para não perder mais nenhum tempo, quando entrou em casa foi logo perguntando ao Juvenal se alguém tinha ligado, Juvenal falou que tinha acabado de receber a ligação do Ricardo procurando por ele, seu coração quase sai pela boca, mordeu os lábios de nervoso, e xingou mesmo sem saber quem estava xingando, Rangel perguntou se o Ricardo falou que iria ligar outra vez, se deixou algum número, Juvenal falou que o Ricardo só  perguntou dele, e que horas ele costumava chegar, Rangel foi tomar um pouco de água para refrescar o calor, já  fazia algum tempo que ele estava rodeando o telefone,  mais uma vez o telefone tocou.

Brione/06/
BRIONE CAPRI
Enviado por BRIONE CAPRI em 29/03/2006
Reeditado em 30/03/2006
Código do texto: T130758
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
BRIONE CAPRI
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 32 anos
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BRIONE CAPRI