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Dia das Mentiras

Acordei, liguei o PC, lembrei-me que hoje é o Dia das Mentiras. O_corre-me o conto de ontem, re_começo a contar.
Vira o filme acelerado pela sua imaginação e registara a ideia da história como sendo um conto ainda sem final onde a personagem principal era uma mulher casada, cujas sucessivas aventuras pediam um desfecho que ficara em suspenso.
Enquanto penso contar as "aventuras" dou tempo que se instale a necessidade dum final, lá para o Fim. O conto há-de acabar, mas a sensação é estranha.
Toda a história vivia da presença duma narradora, ao deixar a narração inacabada ela cria um novo final para a história.
Gosto destas coisas, dar o dito por dito e trabalhar o dito... agora o final é conhecido! A narradora vai-se embora e deixa o conto inacabado!!
Todo este conto se dá sob 'o signo da estranheza', escrevo-o pois para essa narradora desaparecida, isto depois de lhe ter escrito:
«
Não vou pensar muito o que possa dizer: de repente, sinto-me órfão duma presença feminina criadora, com a qual descobrira esta vi(n)da... Beijos para sempre.
»
Poderia ela ser a sua personagem? Não, Sim ou Quem dera? Se o Não ou Sim se equivalem, Quem dera? surge como uma escolha que obriga a escolher, o quê?
O problema deste meu conto, se é que é problema, é obedecer àquela máxima, talvez prefira usar o sinónimo, aforismo: «a realidade é mais fantástica que a ficção».
Sinto-me obrigado a acreditar nas coisas que conto, se somarmos a isso a minha falta de gosto para contar histórias inventadas (a qual será, seria, sereia... a melhor das minhas invenções), o caso é - quase me sentir condenado ao papel de historiador.
A querida narradora do meu conto, propôs quatro finais à escolha do leitor:
http://www.contossecretos.com/
1 - a personagem feminina central, a mulher casada, depois de desconfiar do marido, ter um caso com um amigo e
2 - reencontrar uma amiga com quem tinha tido também um caso,
3 – é convidada por esta amiga para trabalhar, um desafio profissional que a levaria a Paris, Milão, Roma..., responsável por dirigir lojas de moda nessas cidades
4 – ou continuar em Lisboa, casada, na boa...
Desculpem-me se a ordem não tiver sido esta, agora como historiador apenas apresento documentos e entrego a história à História! Com esta grandiloquência, não dê em flatulência...riso.
«
Para além da escolha da história bem acabada que ninguém contesta, onde apenas se pede sensibilidade na música envolvente das palavras, eu provavelmente levaria a "artista" para Paris, Roma, Milão… Dar-lhe-ia a metafísica pela descoberta de leis físicas… duma personalidade enriquecida por opções dramáticas: expiação, renúncia; descoberta e aventura; magia e crença… a conduzir à descoberta com a expiação… tudo à mistura, com a carga dum lirismo do amor perfeito com o marido entregue a novas opções: ou voar até Paris, ou esperar em Lisboa; um Francisco desperto e aberto a novos voos, uma Teresa por perto… Renovados votos de Bom Final!
»
Fim
Mas... o "signo da estranheza" não tem nada de estranho, a narradora teve uma proposta profissional, espero que a leve a Paris... e!... Também gosto dum mas...
Ma(i)s...

R

{SOB O SIGNO DA ESTRANHEZA sem nada de estranho e essa seria a sereia da estranheza, fica hoje, e sempre?, DIA DAS MENTIRAS.
Hei-de reler; dêem nota da V. leitura, para encontrar novo final: Mais... contos do R... Recantuais Saudações!!}
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 01/04/2006
Reeditado em 01/04/2006
Código do texto: T131986
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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