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Contos da alma...

Contos da alma...
A vida é um longo caminho, cheio de surpresas, tristes ou alegres, as quais vamos vivendo e crescendo...
Primeiro um pleno e sagrado momento, a capacidade de gerar vidas... E chegamos ao mundo através desta sublime capacidade, e esta nossa chegada ao mundo, por vezes tão esperada ou não, sendo amados ou não...
Pequenos seres indefesos a estudar e apreciar o novo ambiente gélido em que estamos inseridos, comparado ao ventre, um lugar aconchegante que estávamos, carregado de carinho, calor e protecção... E de repente cá fora, que mundo nós espera? Qual realidade nos destina?
Os primeiros contactos, mamada... Primeira papinha, o andar, características de um processo evolutivo normal, e ai... Pulando de um lado para o outro, uma queda, um dodói, vem a protetota mais sentimental e inigualável, a mamãe a cuidar e fazer mimos, e senti-mo-nos cada vez mais protegidos ...
A fase da infância, cheia de estripulias... Vai-se...
Vem a adolescência, com um acrescer de responsabilidade, e considerada por vezes a fase subversiva... Na infância e adolescência não damos muito valor, deixamo-nos por elas passar, não aproveitando saudavelmente como deve ser.
Vem a fase adulta, pois...
A grande responsabilidade e compromisso que devemos ter conosco e com os outros, já não vivemos em um lindo conto de fadas, mas sim um conto de factos...
Acreditamos na busca da liberdade, e sendo assim procuramos um alguém , aquela pessoa que vai preencher todas nossas necessidades e anseios, pois sabemos que a liberdade total é algo inatingível, e por não conseguirmos ser completamente livres, vamos em busca de uma companhia para conosco compartilhar: anseios, sonhos, alegrias, tristezas,horários,
tarefas, carinho e amor.
E então conhecemos alguém...
Que acreditamos ter encontrado tudo que almejávamos e nos apaixonamos perdidamente... Pensamos ter encontrado a nossa cara metade, alma gêmea. Como nos consideramos donos do nosso nariz, donos do mundo por vezes..., características para nós consideradas suficiente, e o convívio com nossos
pais/família não é mais o mesmo, devido ao facto de enxergar nos como meras crianças ainda e não suportamos mais o excesso de zelo e as cobranças diárias, e por tudo isso deixamos de valorizar a mais bela instituição da
humanidade FAMÍLIA, e nisso tudo, o incrível é que rejeitamos todo esse amor que nossos pais nos dão e procuramos esse mesmo amor fora da nossa casa e, sem
dúvida, e posteriormente alguns de nós ainda carrega sequelas, medos e arrependimentos, no que concerne a esta situação, se é que podemos classificar desta forma...
Ainda lembramos do facto de algumas pessoas, eu até hoje não sei me englobo neste estereótipo, casarem se pelo simples facto de buscar a liberdade e não imaginar que se esta buscando problemas à médio e longo prazo, e nesta
cegueira pensamos ter encontrado o amor, e acreditamos piamente em nosso mirabolante jogo, de que, aquela tem de ser a pessoa certa pois de momento estou a resolver uma peculiar situação, busca da liberdade, mesmo sabendo que lá no fundo, que não era a pessoa certa, mas busca incessante de liberdade é factor de maior importância no momento, que em alguns caso hipnotiza nos, em suma, poder ser dono da própria vida, o facto de não aguentar mais nenhuma cobrança leva-nos a outra prisão, claro que admitimos isso quando caímos em si, mas depois nos deparamos com a saudade, saudades esta do antigo quarto, de sua antiga cama e daquele almoço quentinho sempre na hora certa, do colinho e protecção da mamãe, das conversas na madrugada e até mesmo das cobranças, tudo em troca desta falsa liberdade, e isso somente nos acontece quando a realidade nos mostra sua face à noite sozinha na cama, a espera de alguém que temos, mas não temos, algo por vezes contraditório e antagónico, as dificuldades de diálogo, o desrespeito demonstrado inerente a factores que temos e ou tivemos ouvir e engolir em nome de uma família, e neste momento tudo que acreditávamos parece desabar e surge uma grande dificuldade, a LUTA torna-se mais árdua... Pois agora esta "felicidade" e ou liberdade que tanto fomos em busca, começa a desmoronar com um abalo sísmico sendo a  realidade a apresentar-se, este abalo caracteriza-se pelas diferenças e ou incompatibilidades que aparecem, algo tremendamente natural, começamos a
detestar os amigos , e manias daquele que escolhemos para compartilhar, não suportamos as futilidades e chatices...
Enfim, irritabilidade a flor da pele tudo, mas tudo inerente aquele relacionamento nos incomoda, a ponto de travar uma batalha dentro da nossa própria casa, tipo instaurar a guerra dos sexos, onde cada um demarca o terreno, coisas que quando analisamos depois de as passarmos realmente,
consideramos insignificante e infantil até mesmo da nossa parte, pois são desavenças pelas coisas mais bobas e pequenas possíveis, isto acontecesse por que não estavávamos, acredito que nunca estamos mas..., preparados para aquela vida que propunha-mo-nos, e concluímos que de facto levamos demasiado tempo para conhecer um pouco uma pessoa, e nunca conhecemos a na realidade e ou por
inteiro, mas em alguns instantes detectamos os "defeitos", algo que nos desagrada acerca das actitudes desta, isso tudo tem uma explicação, pois nunca devemos esperar que o outro seja consoante nossas expectativas, devemos aprender com a diferença e aceitando algumas, limando outras, mostrando de
forma carinhosa, mas suscinta/frontal o que esperamos da vida, daquela nossa vida, e se os nossos objectivos nos conduzem para o mesmo caminho, lutar por fazer um lindo amor brotar regado de paixão, se não cada qual deve seguir o
teu destino....
 
Tão somente fragmantos de uma alma, que viveu a infância, explorou a adolescência e errou demasiado na fase adulta, por pensar que era o centro do mundo e que nada mais importava, principalmente, quem realmente amava, e
perdeu pelo simples facto de não valorizar.... Deixando que a cada dia a distância se tornasse cada vez maior, e ao olhar por este lado concluí que devemos ser optimistas em se tratando de amor, pois as controvérsias existem sempre, e claro que o que mais desejo é estar feliz, construindo um caminho e envelhecer junto de alguém que me seja especial...
 
Tão somente eu... Neste momento em busca de Ti...
 
Dedido este texto aquelas pessoas, amigas que tem me dado imensa força nos momentos menos bons da minha vida...
Carolzita
Enviado por Carolzita em 09/04/2006
Reeditado em 05/05/2006
Código do texto: T136415

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Sobre a autora
Carolzita
Portugal, 42 anos
453 textos (61659 leituras)
5 e-livros (749 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 00:14)
Carolzita