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UM AMOR DIFERENTE/ X X I I

ATENÇÃO: SE VOCÊ TIVER ALGUM PRECONCEITO NÃO LEIA


 
   Ricardo sei foi, preocupado com Rangel mas sabia que tinha que qualquer forma seguir para sua casa, Rangel também ficou muito preocupado,chegando em casa Ricardo  encontrou o pai bebendo como se nada tivesse acontecido sua raiva estava cada vez mais aumentando, ele não conseguia engolir tanto cinismo de uma só pessoa.
      Ricardo entrou em casa, e o Gurgel ficou olhando ele por o carro na garagem sem dizer nada, depois ele entrou em casa cumprimentou seu mãe com um beijo que como se estivesse mostrando para ela que estava sofrendo lhe deu um forte abraço, depois se recolheu em seu quarto ficou trancado sozinho, fechava os olhos e seu pensamento sempre lhe mostrando aquela cena do Rangel caído machucado no chão apanhando do pai sendo abusado e violentado pela crueldade e o preconceito de um homem que na verdade era bem pior que muitos animais selvagens.
         Depois de mais ou menos duas horas o Gurgel foi até o quarto dele, e bateu na porta  de um jeito que mesmo se ele tivesse dormindo, acordaria com as batidas, Ricardo pensou por uns segundos em não abrir, mas sentiu seu sangue ferver nas veias e um fogo de ódio queimando seu rosto, então ele abriu, Gurgel foi entrando como se fosse apenas ter uma conversa de rotina, sem chamar a atenção da sua mãe.
       Assim que entrou no quarto pegou Ricardo pelo pescoço e segurou por alguns segundo lhe sufocando, depois lhe jogou no chão, Ricardo sentiu vontade de quebrar a cara do pai naquela hora mais não quis revidar na primeira agressão.
        Gurgel olhou com muito ódio para ele dizendo que ele tinha nascido homem, e tinha que morrer homem, que não gostou nada da brincadeira que viu lá no sítio, afirmando que confiava e acreditava que ele não era gay, que só queria brincar e se divertir com o Rangel, mas em tom de ameaças ele falou que nunca mais queria saber de outra novidades daquela,
Ricardo estava transtornado de ódio, sentiu seu corpo sujo pelas mãos de seu pai quando lhe tocou, ele escutou toda conversa e não disse nada, preferiu agir calado.
        No dia seguinte o Ricardo cumpriu sua jornada de trabalho como de costume e depois foi ver como o Rangel estava passando, Rangel já estava se recuperando das dores e das feridas, mais seu coração e sua vida estava marcada como a pele de um animal a ferro quente.
      E assim os dias foram passando e Rangel recebia do Ricardo todo apoio e todo carinho, era um dos melhores remédios para ele, cada dia os dois estavam mais unidos nada poderia matar ou acabar com os sonhos dos dois.
      Ricardo e Rangel já estavam fazendo planos se irem embora para outro estado, para um lugar onde ninguém pudesse os encontrar, e eles Ricardo ficou agindo como se não soubesse nada sobre o Rangel todo tempo em casa, desta vez ele estava agindo com bem mais cuidado, não poderia colocar a vida de seu grande amor em risco e nem seus planos a perder.
   Rangel se recuperou e depois de algumas semanas voltou para a sua vida normal, seu trabalho, seus amigos que ele tanto gostava, sabia que tinha que levar adiante a  sua vida em nome daquele amor que seria bem mais forte que qualquer ódio, que qualquer preconceito, foi passando o tempo e Ricardo tomando mais cuidado para seu pai não desconfiar que ele e Rangel ainda continuavam juntos, pois eles queriam arrumar tudo certinho para depois decidir levar a vida juntos, Ricardo se preocupava muito com sua mãe mais sabia que tinha que colher sua felicidade, era a sua escolha de ser feliz ao lado de Rangel não poderia levar uma vida infeliz, não poderia abrir mão de Rangel mesmo que isto lhe custasse saudades e distancia de sua mãe e seus irmãos.
      Foi assim que começaram a agir sem deixar muitos vestígios porque eles sabiam que o Gurgel não poderia descobrir nem em sonhos que o Rangel estava vivo e nem e muito menos onde ele morava,começaram a se encontrarem nos cinemas em lugares mais seguros  para não correrem o risco de serem flagrados, e nem deixar pistas de onde o Rangel morava.
   
           
Brione/Parte/22
BRIONE CAPRI
Enviado por BRIONE CAPRI em 17/04/2006
Código do texto: T140657
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
BRIONE CAPRI
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 32 anos
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BRIONE CAPRI