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UM AMOR DIFERENTE/ X X V

ATENÇÃO:SE VOCÊ TIVER ALGUM PRECONCEITO, NÃO LEIA



   Gurgel não tinha dúvida sabia que aquele era o carro de Ricardo, e sabia que o filho estava ali com alguém, mas ele não imaginava que Ricardo estivesse com o Rangel, Ricardo estava um pouco nervoso mais pensou em um plano rápido mesmo sendo arriscado ele estava disposto a tentar,desceu até onde estava seu carro e junto com Rangel pediu para ele deitar no banco do carro para que ninguém lhe visse na saída, assim eles fizeram e Gurgel que estava do outro lado da rua de tocaia para ver a saída do filho do motel, não conseguiu ver a outra pessoa que estava com Ricardo.
     Rangel tremia, pois tinha muito medo só de pensar se Gurgel descobrisse que ele ainda estava vivo, se os dois ainda mantinham um relacionamento, então assim que Ricardo deixou o local onde estava com seu namorado Gurgel não se convenceu e saiu perseguindo o carro do filho, mais Ricardo conseguiu escapar da perseguição do pai.
    Tudo estava dando certo entre os dois e nada poderia estragar os planos e sonhos cultivados por eles,tudo que Rangel mais queria era viver seu amor em paz distante do ódio  de Gurgel.
    Chegaram na casa de Rangel felizes mais com a cara de assustado, Mauro estava lá e percebeu que havia acontecido algo, Rangel não quis comentar nada sobre o acontecido preferiu não lembrar, assim os dois passaram o resto da tarde juntos vendo filmes e conversando sobre o próximo passo que seria procurar uma casa em Minas ou Bahia, queriam ir para bem longe de Gurgel, pois Rangel tremia só em pensar nele.
      Depois de passar aquele dia apesar de tudo agradável Ricardo foi embora para  a sua casa,um pouco pensativo, ele não sabia se o pai tinha visto com quem ele estava naquele motel, mais nem estava ligando muito o preconceito do pai era muito pouco para o grande amor que ele sentia por Rangel e não seria por isso que ele largaria seu amor, chegando em casa o canalha do Gurgel estava tomando cerveja como se nada tivesse acontecido, vendo o filho entrar  em casa ele, perguntou de o passeio foi bom e até lhe ofereceu uma cerveja, Ricardo apenas cumprimentou um amigo do pai que estava  com ele e fez um gesto para o pai que o passeio foi bom.
     Sua mãe não estava muito boa de saúde ela não estava se sentindo muito bem e Ricardo depois que viu que o pai não estava ligando para a situação dela, foi logo tirando o carro da garagem para levar ela ao hospital, assim ele fez sentindo muita raiva pois o pai vendo a mãe naquela situação e nem se mexeu em ajudar, seu outro irmão estava no trabalho então como um bom filho ele sabia bem como ajudar sua mãe.
     Gurgel estava conversando com um amigo investigador pois ficou muito desconfiado com o que aconteceu, queria que ele investigasse se o Rangel estava vivo e se o filho estava se encontrando com ele, ele tinha visto as  compras dentro do carro de Ricardo e seria compras de quem estava se preparando para um casamento, ele nem queria acreditar que seria possível Ricardo esta se preparando para viver uma vida diferente ao lado de outro homem, pois sabia que por trás daquilo tudo do silencio do filho tinha um véu de mistérios que precisava ser desvendado.
       Rangel estava flutuando nas nuvens com seus sonhos e planos para viver ao lado de seu amor,pois sabia que seu amor por Ricardo era o maior do mundo e superava tudo, já estavam até marcando uma viagem para procurar e pesquisar casas em outros estados, seria tudo que eles mais queriam, viver distante de muito preconceito e ódio daqueles que não acreditavam em um amor verdadeiro entre o mesmo sexo, pois sabia eles que em qualquer lugar tinham que lutar contra este mal, mas que fosse bem distante de pessoas da espécie do Gurgel, um cínico, machista, traidor mal caráter e outros mais defeitos que ele cultivava, Rangel sempre pedindo conselhos ao Juvenal que por gostar muito dele era uma pessoa muito experiente, e assim continuava levando sua vida normalmente no trabalho na sua casa e com os amigos e família, ele sentia muita saudade do tempo em que Ricardo sempre lhe visitava sem receio do pai, que sempre sabia que muitas vezes voltando para a casa do trabalho Ricardo vinha junto com ele ou estava na sua casa lhe esperando com alguma surpresa, mas sabia que tinha que tomar todo cuidado do mundo, ele fazia idéia do risco que seria continuar abusando da sorte.
      Outra vez Ricardo espera Rangel sair do trabalho, neste dia ele se atrasou um pouco mais, pois era dia de grande movimento na loja e ele tinha clientes preferenciais, depois de atender todos seus clientes e ele não parava de olhar para o relógio, ele se despede de seus amigos de trabalho e segue ao encontro de Ricardo que lhe esperava a pedido dele por conta do assedio das colegas de trabalho em uma estação de metrô, Everton decidiu acompanhar Rangel pois queria falar sobre uma certa pessoa que ele havia conhecido, e assim os dois foram pelas ruas conversando sobre suas vidas, pararam em uma lanchonete para tomarem um refrigerante e depois seguiram caminho, Ricardo já tinha demonstrado ciúmes do Everton amigo de trabalho do Rangel, mas Rangel já tinha conversado com ele sobre o Everton que era seu amigo de confiança de trocar segredos, ele então tinha se acalmado.
    Everton iria pegar sua condução em outro ponto diferente do de Rangel, então Ricardo já estava cansado de esperar, saiu caminhando pela rua para ver se encontrava o Rangel, ainda um pouco distante ele avistou Rangel que estava levando o amigo no ponto de ônibus, enquanto Everton procurava o dinheiro dentro de um bolso da mochila Rangel segurava o refrigerante dele, que ainda ele estava tomando, sem nenhuma maldade por pura inosêcia eles dividiram o mesmo refrigerante cada um com um canudo, e Ricardo estava se aproximando, depois de terem tomado Rangel estava se despedindo do Everton com um abraço e deu-lhe um beijo na face desejando boa sorte com a pessoa que ele estava conhecendo, Ricardo já estava chegando perto dos dois.

Brione/Parte/25
   
       

BRIONE CAPRI
Enviado por BRIONE CAPRI em 28/04/2006
Código do texto: T146767
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
BRIONE CAPRI
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 32 anos
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