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MINHA INFÂNCIA E JUVENTUDE NÃO AS TROCO POR DE NINGUÉM!


        Hoje, quando vejo as crianças e os   adolescentes "pulando' as melhores  etapas da vida, crianças querendo ser adolescente e os adolescentes já querendo ser adulto, uns de unhas e lábios pintados, falando ao celular, ligados na internet,outros já com a responsabilidade de ter um filho nos braços, fico me perguntando: - Serão felizes? Será que sabem realmente o que é ser criança, serjovem e ser feliz?
           E me bate uma saudade da minha infância, da minha juventude... Da minha infância quando criança era simplesmente criança! Das férias passadas na fazenda da família, no leite mugido, nos banhos do açude, das frutas colhidas e comidas ainda no pé, dos animais, do cheiro do mato, das mil travessuras e a noite, cair exausta na cama ser medo de escuridão e muito menos de "bicho-papão". Ser criança, subir em árvores, brincar de casinha, fazer "guisados" (ou comidinha feita em panelinhas de barro...), de pular amarelinha, soltar pipas, brincar de bola de gude e até mesmo soltar pião!
             De ir ao colégio e conhecer a "mágica" de juntar todas as letrinhas do alfabeto e descobrir que já se sabe ler, nascendo daí o gosto pela leitura, das revistas "Luluzinha", "Bolinha", "Brazinha", "Sobrinhos do Capitão", "Pafúncio" e dos meninos eu adorava "Mandrake", "Fantasma" e o "Zorro", porque não?
             E mais estudo, mais aprendizado: o Primário, o exame de Admissão, o Ginasial, Científico e até mesmo o Normal... O tempo passando e eu crescendo junto, lia de tudo, gostava de tudo: "Romântica", "Grande Hotel",
"Ilusão" e a famosa "Sétimo Céu". As revistas "O Cruzeiro", "Manchete", "Realidade", "Pais e Filhos", crônicas de David Nasser, piadas do "Amigo da Onça". E vieram os livros, os "açucarados" romances, quanta magia, quanta ternura, era um mundo só de carinho, amor e compreensão: "Pollyanna", "Pollyanna Moça", "O Diário de Ana Maria", "O Diário de Danny" (esse peguei do meu irmão), os livros que minha mãe guardava com carinho, os romances de M. Delly,  Eliana (Sangue de Tigre, O Sheik, O Filho do Sheik, qual moça não sonhava ser raptada por um belo sheik?), Max de Vezuit, Monteiro Lobato e tantos outros que povoaram minha juventude. Besteira, dirão alguns, mal sabem eles que daí que vem o amor a leitura, a escrita, dos mais de mil livros que tenho!
             Ser jovem despreocupada, sem medos, sem violência, sem arrastões. Brigas? Tínhamos muitas: o Jerry é melhor que o Wanderlei, a Wanderléa é mais bonita que a Rosemary... Martinha ou Vanusa, quem canta melhor? Nada sério, sem tapas nem arranhões, era simplesmente ser jovem e omitir opiniões!
E lá vem a grande criação: inventaram a televisão! Filmes violentos, nem pensar, para crianças só muita alegria e diversão: "Manda Chuva", "Pica-Pau", "Frajola e Piu-Piu", "Tom e Jerry". Para "os maiores" não dava outro: "Bonanza", "BatMatersom", "Rim Tim Tim", "Shazam e Sherife", "A grande Família". Tinha um seriado que eu adorava, chamava-se "A Ilha dos Birutas", como vêem eu sempre gostei de humor!. Nossa, e as novelas, cada uma mais linda que a outra, sem sexo,(sexo ,nessa época ,era coisa que só se fazia entre quatro paredes...) nome feio,  muito menos apelação, puramente emoção: "Carinhoso", "Véu de Noiva", "Minha Doce Namorada"...
             E os filmes? Quem ia ao cinema ia mesmo para se divertir, ninguém saía de lá deprimido, com medo ou com dor no coração! Assisti todos os filmes do Walt Disney,  ri que chorei com "Anjos Endiabrados" e "Se o Meu Fusca Falasse", me emocionava com todos os filmes da "Marisol", com o "Marcelino, Pão e Vinho", suspirei de amor pelo Elvis  Presley em seus filmes.
             Voce, que hoje é bem mais nova do que eu talvez esteja dizendo: quanta basbaquice, quanta água com açúcar, mas lembre-se: naquele tempo não se assistia,não se via e nem se falava em violência, o mundo era bem melhor do que está hoje! Criança era criança, que brincava, ria, que era pura e inocente. Jovem era simplesmente jovem: estudava, namorava, ia aos bailinhos, tinha amigos, tanto falava como era ouvido, por tudo isso e muito mais é que digo:
Minha infância e juventude não as troco por de ninguém!
Dedicado a todos que tem saudade de uma infância feliz!
Frann
Enviado por Frann em 29/04/2006
Código do texto: T147444

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Sobre a autora
Frann
Fortaleza - Ceará - Brasil, 62 anos
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