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Uma lição, uma paixão que morre, um amor que nasce. (O amor pela vida)

   Foi h uns dois anos...Éu tive uma briga com uma namorada minha daquele tempo...Estava triste,muito mesmo...Então, decidi ir andar e esfriar a cabeça no calçadão de alguma praia...A do Leblon me veio à cabeça...Fui enfim,e lá, entei em frente ao mar num banco próximo ao ponto de ônibus...O mar me desanuviou os pensamentos...O barulho das ondas estava me tirando da realidade como se estivesse me levando a um mundo onde eu não encontraria mais a tristeza e esqueceria do sofrimento e da solidão que eu estava sentindo naquele momento...Na verdade, concentrado nas ondas, acabei, por um instante esquecendo o que se passara...Mas como um repente, eu acordei desse leve sono...E me deparei mais uma vez com a chuva de pensamentos e perguntas que encharcavam minha mente...Resolvi entao andar um pouco pra relaxar, sei lá...Andei acho que metade da praia. Em um ponto, encontrei sentado num banco, totalmente só, um senhor, com um caderninho nas mãos.Parecia absolutamente perdido nas ondas e em seus pensamentos.Senti vontade de ter um pouco daquela paz, então sentei junto ao seu lado, silenciosamente. Olhei o mar tambem, mas derepente o velho me surpreendeu...Olha para mim do nada e me pergunta: -O que te aflinge meu jovem? Seus olhos mostram tristeza, mas tambem amor. Um amor que surgiu com a paixão que morreu.Meu caro jovem, você tem um coração unificado com a natureza e com o sagrado, me fale de sua dor.  Acreditem se quiserem, eu imediatamente comecei a contar minha história para o velho...Contei a ele que eu entregara meu coração à uma garota que...Não me dava qualquer sinal de retribuir...Mas me falava palavras carinhosas...Eu estava confuso, porque achava que a perdi...Por isso,reclamei e ela simplismente me disse que eu estava errado, que não dava amor suficiente...O velho...após eu terminar minha história (Que é foi deveras longa tal a presença fantástica que aquele velho atribuia a seu redor. Acabei adotando-o como meu avô postiço!!!), me disse:-O amor só se alimenta de amor...Mas também é feito você...Que se alimenta de pão e de leite...Mas que respira ar...O amor respira muito mais que palavras bonitas ou flores e versos...Ele respira o toque e o carinho...a presença...o olhar.O amor é a união do corpo e seus desejos e carinhos com tudo o que o coração quer dizer e escutar, de um modo puro, sempre e constantemente puro, como as ondas que você vê à sua frente.O amor é natural e sagrado, unificado com a natureza e com a divindade, pois Deus é amor, e o amor é Deus.Isso é amor...Que se alimeta e respira.   Este senhor, tão singular em meio às pessoas à nossa volta, me fez perceber muitas coisas...das quais hoje está me permitindo enchergar melhor as coisas e de certa forma, sei que um dia, quando eu encontrar a pessoa que tem a chave desse amor que nasce no meu peito, tenho certeza, será perfeito e vivo, puro e sincero. Porque certamente o amor é pra ser vivido e alimentado e respirado...Do dia até a noite...Com o domínio da razão e do coração sobre o corpo e assim com a unificação do corpo com a alma, pois só assim, será o amor verdade, e a verdade, amor.

(Fiquei em dúvida se contava esta história em uma crônica ou em um conto, mas acabei por me decidir por conto. Devo ressaltar que, dias depois procurei o velhinho e não o achei, e ainda, o procurei mais vezes. mas nunca, e ninguem soube me dizer, nem o moradores locais, se alguem parecido poderia ser enocntrado naquele lugar. Eu sempre vou ao Leblon, porque adoro o mar. Se notarem, é uma espécie de lição, entendam com sabedoria. Eu, há algum tempo atrás escrevi isto em um site meu, mas, minha intenção não era puramente pelo caminho do amor, um grave engano. Por isso é que devem ser entendidas com sabedoria, as palavras que estão escritas. Para ser franco, ao relebrar esta história, agora com o coração leve e a alma simples, é que entendi o verdadeiro significado. Me perdoem por escrever tanto, queria dividir esta história com vocês.
Dan Felix
Enviado por Dan Felix em 10/05/2006
Reeditado em 16/10/2009
Código do texto: T153435
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Dan Felix
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 31 anos
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Dan Felix