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CAUSOS ENGRAÇADOS " A BOA VELHINHA"

   Todo cidadão tem sua história de vida.
E eu,como os demais, também tenho a minha com algumas ressalvas de humor.
   Há muito tempo atrás,e bota tempo nisto,éramos quatro jovens desprovidos de responsabilidades e que empunhava a espada da procura do novo.E dentro deste novo não faltava as cachaçadas.
   É o que narro agora,em algumas de nossas folhas, de um currículo que nós não aconselhamos:"crianças não façam isto em casa,e nem em outros lugares.
Certa feita, estávamos fazendo serenata em uma casa de um prefeito amigo nosso,e diga se de passagem,que quando queríamos tomar Whisky Cavalo branco, e de graça,procurávamos a casa do dito cujo prefeito.Prosseguindo nossa história.Feito a serenata,fomos brindados com um Abacaxi, no qual em seu interior havia um licor muito delicioso.É bom explicar que do abacaxi tiraram o seu miolo, ou seja,a sua polpa,no qual ficou uma espécie de um recipiente com casca.Após a nossa saída da casa do prefeito,fomos entornando este licor em nossa juventude desenfreada.Só que quando acabou o liquido precioso,começamos a colocar no interior do abacaxi,simplesmente cachaça.Vocês imaginam cachaça com o doce do abacaxi.Virou uma espécie de Vulcão a expelir lavas pelas nossas narinas.Moral da história,fogão total.Neste fogo total, começamos a nos batizar com o caldo deste néctar dos Deuses,entornando em nossas cabeças.Todos embriagados,la pelas tantas da matina,resolvemos ir para nossas casas.Só que eu, com medo da repressão de meus pais,resolvi ir dormir na casa de um dos amigos de nome Isley. Chegamos em sua casa,pé ante pé,para não acordar os seus Pais que estavam naquele momento,nos braços de Morfeu.
Isley,pegou um colchão, jogou no canto de seu quarto,onde de imediato,joguei meu esqueleto encharcado de cachaça.No momento em que me deitei,o colchão começou a rodar e rodar e não parava mais.O viável foi eu me sentar no colchão,escorar na parede.
   Puxei o cobertor a ate o meu queixo,fique somente com a cabeça e os cabelos todo duro e espetado para cima,devido o baptizado da cachaça narrado um pouco atrás.Naquela época,todos usávamos cabelos enormes ate os ombros.Agora imagina encharcado de caldo de abacaxi.
Era um quadro deplorável,eu, sentado dormindo, com aqueles cabelos enormes e espetado,e com o cobertor ate a altura do queixo.
Parecia que não havia dormido muito,mas logo acordei com vozes dentro do quarto.Era a Sra.mãe do Isley,gritando com ele e lhe dando a maior bronca...
   Assim que a mãe do Isley levantou para fazer o o seu café, automaticamente ela tinha que passar em frente ao quarto o qual nos dormíamos,e que estava com a porta aberta, semi escuro,mas que dava para ver o que continha la dentro.
   Dando prosseguimento a história da bronca,a mãe do Isley estupefata pelo que ela via no canto do quarto, cutucava ele e lhe dava um bronca danada.E eu, já acordado mas se fazendo de dormindo,somente com o cantinho do olho esquerdo semi aberto para ver a sena,aguardava os acontecimentos.Neste meio tempo,já o Pai,também estava dentro do quarto dando a sua bronca nos termos que narro agora:
    Mãe -Isley agora você passou dos limite,onde foi que você arranjou         esta velhinha pra trazer pra dentro de casa seu cachorro.
    Pai -Seu vagabundo,não tem vergonha,não respeita a sua família,em  trazer uma mulher pra dentro de casa!
   Mãe -Você só sabe bebê,e trate de acordar esta mulher o ponha ela no olho da rua.
    Pai -Só me faltava esta,perdeu totalmente a vergonha!
    Irmãs -O que é que esta acontecendo gente?! noooooooooossa,uma mulher dentro do quarto do Isley,quem é esta velha?!
    Puxa Isley,não tinha outro lugar pra você levar esta velha não?!
E eu, no meu canto, estudando um forma de apagar a fogueira,não sabia o que fazer .Isley, não falava nada porque a sua família não lhe dava tempo.Mas de repente tomei coragem e uma decisão.E em um sorriso meio amarelo,e amarelo também pela ressaca,consegui pronunciar algumas palavras:
    -Ôi gente,sou eu,Diney!
Foi quando alguém lembrou de acender a luz do quarto.E todos atônitos, e boquiabertos,e sem muito decifrar o que estava ali no canto,começaram a atender que a velhinha que esta ali com aquele cabelo de doido era Eu.
Feito o reconhecimento, todos começaram a me zoar e a rir muito do vexame que deram ,e me chamando de velhinha.
Já se passaram vários anos,mas ate nos dias de hoje,nas festas e reuniões da família do Isley,eu sou chamado ainda de Boa Velhinha.
Bem,aqui narro mais uma de minhas histórias,e sempre repetindo, que todo homem tem que ter o seu passado e uma história para contar.
  Estas histórias foram vivenciadas por mim em minha terra natal Araguari.
















         










       



























Diney Marques
Enviado por Diney Marques em 23/05/2009
Reeditado em 27/08/2014
Código do texto: T1610394
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Diney Marques
Uberaba - Minas Gerais - Brasil
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