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A Saga de Homero II

A Saga de Homero II


Andar nas ruas de um pequena cidade sem ser percebido. Andar como um Zé ninguém ou alguém que é desprezado por uma sociedade capitalista e gananciosa. Andar com medo de que alguém o questione e descubra que é um assassino frio. Todos o reconhecem como mais um num aglomerado de diversos famintos e descamisados, mas ninguém o julga como um que se destaca na multidão por tirar a vida de alguém.
O medo. É sempre o medo de ser descoberto ou de se entregar que trouxe Homero Chaves para Alta Floresta. Aqui iniciou uma vida nova, longe dos fantasmas da morte que o perseguia. Aqui coloca em prática o seu sonho de ganância e riqueza e talvez isso o tenha levado para cadeia.
A cadeia é um refúgio para seus atos e um recanto de reflexões. Promete aplumar-se na vida como tem prometido diversas outras vezes para sua mãe. Mas também promete e cumpre que confessará tudo o que fez num livro, mesmo que isso cause um massacre em sua reputação.
Homero entrega para a sociedade o que ele jamais contou para alguém, nem mesmo para o padre na hora da confissão. Um pecado omitido que certamente o levará para o inferno.
Esse pecado se estende além dos 3 assassinatos que cometera, indo abrir chagas incuráveis e arrancar lágrimas das famílias inocentes das inocentes vítimas. O sonho acabara.
A confissão de Homero Chaves está no livro "Eu Matei... (confissões de um presidiário) Editora Borck com distribuição para todo o Brasil.


Valter Figueira – Escritor
figueiravalter@bol.com.br

Valter Figueira
Enviado por Valter Figueira em 23/05/2006
Código do texto: T161405
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Valter Figueira
Carlinda - Mato Grosso - Brasil, 48 anos
39 textos (2147 leituras)
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Valter Figueira