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CONTO CAIPIRA ( 1 )*

Noite de São João, eu tava sortano rojão, bebeno uma cachacinha pa cortá o frio, quando meu zóio viu essa peste, sentada na porta, e tomano quentão. Meu coração galopô, e ela, das medrosa, só oiava pro chão. Ara seje, no causo dum homi bão num carece de vergonha, mais que porquêra ! Mais dexa , no arrasta-pé no barracão eu dô um jeito de catá ela modi dançá, adespois tem quadria com casamento, vigário,puliça, êêêêta que pido ela pa noivá !
                 Moço, foi ansim , casemo . Veio os fio, Zé rôia, Tião e Tavinho. Mais vortano a proza, tudo que é bão num dura muito , não sinhô. Minha Mariquinha num viu os fio dela tudo home pruquê Deus levô num domíngo de tarde. Tumém num viu os neto. Hoje só dá sodade de proziá mais ela.
                 Co dinhêro das coiêta formei nas letra o Tião. Meu mais véio, Zé rôia foi sê sordado e num saiu mais de lá, é oficiar distrêla i tudo.O mai novo, tumém si formô ca ajuda do Tião e do Zé rôia qui já tava tudo ca vida boa, morano na capitar.
                 Os fio tudo formado,tudo muito trabaiadô, num ligo nem de num mi visitá, num carece, atrapaia a lida deles, já vai pra mais de ano quêles num vem me vê, iapois,  véio é iguar qui nem piá, é, atrapaia os grande...
                 Mais, pro mais novo formá mermo, eu vendi as rêiz tudinha  e o sítio tumém.O povo chama ele de comandante. É aviadô, comandante Tavinho, dirige esses trem qui passa vuano aqui pru riba do asilo...

               
Paulo de Tarso
Enviado por Paulo de Tarso em 27/05/2006
Reeditado em 13/08/2006
Código do texto: T163968
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Sobre o autor
Paulo de Tarso
São Paulo - São Paulo - Brasil, 60 anos
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Paulo de Tarso