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UMA LUZ NAS TREVAS

Ana, minha noiva. Começamos nosso relacionamento aos quinze anos, morena, cabelos longos e negros, bem alta, mas do que eu, que meço 1,87, olhos verdes. Por falar em olhos ela e cega, nascera assim. Nosso relacionamento não é diferente de outro qualquer, Devido ao perfume da tulipa, tornou-se sua flor predileta.  Dois dias após o nosso noivado, sua mãe me telefona, informou que ela sofrera um desmaio, e estava internada no Hospital. Imediatamente fui vê-la. Antes,  conversei com seu médico,  informou, ser muito grave sua doença, estava com um câncer raro na região frontal, por traz do olho do lado esquerdo, que, só exames mais detalhados poderiam avaliar tal enfermidade. Dirigi-me ao quarto de Ana, aparentemente estava bem, apesar de sua palidez, “Oi querida, tudo bem, deve receber alta amanhã”, ela respondeu-me com um leve beijo, parecia até ler minha preocupação. “Amor não seja mentiroso”. Três dias depois, Ana, permanecia hospitalizada. Hoje, não poderia visita-la, comprei uma tulipa vermelha e mandei entregar-lhe. Ana, sempre levou sua vida dedicada muito á religiosidade, vinha de berço a tamanha de sua fé. Na manhã seguinte, bem cedo fui ao hospital, Encontrei-a muito bem disposta. Disse-me á enfermeira que Ana vomitara bastante sangue. Ana aparentava bem animada, e contava-me o sonho que tivera a noite. De repente ela fixa em mim, com os olhos arregalados. Eu não entendia, e comecei a perguntar: Ana o que foi? pelo amor de Deus o que está acontecendo? “Eu estou vendo, eu te enxergo Ricardo”. Depois que abraçamos e beijamos, Ana continuou narrando o sonho. “No meu sonho, percebi que eu me curava das travas, e, além, disso, outra doença que não foi me identificada, que Deus iria mandar-me para mim, um presente, uma tulipa negra, como prova da minha cura. Fiz um ar de riso,exclamando comigo mesmo, tulipa negra, isso não existe e, perguntei: “Recebeu o presente que enviei, ontem”? Nesse exato momento, entra o garoto que pedi que viesse trazer a tulipa, e foi logo se desculpando: “Ontem, não pude entregar, houve descuido: caiu sobre a flor uma química”. - Minha mãe limpou-a e, colocou nessa caixa. Ana,  logo sentiu o aroma da flor e foi destampando-a,  “Ricardo veja” – Meu Deus, não e possível,  a tulipa negra.


Alci Santos Vivas Amado
Enviado por Alci Santos Vivas Amado em 15/06/2006
Reeditado em 15/06/2006
Código do texto: T175984

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Sobre o autor
Alci Santos Vivas Amado
Mimoso do Sul - Espírito Santo - Brasil, 71 anos
238 textos (31020 leituras)
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Alci Santos Vivas Amado