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VIAGEM DE FINAL DE SEMANA COM OS AMIGOS

SAÍDA DA VIAGEM: 21/07/2006

Foi uma viagem planejada, por todos, esperada. Nos dias de programação pensávamos,  onde iríamos ficar?! Deus com sua imensa bondade preparou a Casa de Sílvia para, juntos, descansar. Arrumamos a bagagem, biquini, calcinha e sutiã, tinha na bolsa de Danilo cuecas em particular, coisa de homem, coisa de mulher, coisa que não podia faltar, tudo tínhamos na bagagem que conosco foi viajar. Levamos frasqueira de Dayane cheinha de aparatos, essa gordinha lembra de tudo, sem esquecer nada do fato. Saímos, pegamos estrada, depois do frescor de uma bola de sorvete. Meu nariz coçava em disparada, sendo sugerido uma roçada na calçada para matar a pira do bichinho, coisa que achei meio sem graça, não acatei! A viagem foi rápida, sem muito cansaço. Chegamos tímidos, meio calados, demarcando espaço. Na mente de todos se imaginava o desconhecido, sempre pensando positivo, já que sabíamos que estávamos entre verdadeiros amigos. Fomos bem recepcionados. Meirinha e Sílvia acolheu-nos com um abraço aconchegante, coisa de grandes hospitaleiros. Não vou discorrer sobre tudo, vou me ater aos detalhes mais perfeitos que nos fizeram gargalhar.  Todos banhados, sorrisos engraçados, fomos para o gaúcho jantar, bebida daqui, bebida de lá, chega a carne em abundância, dando por fim a nossa ânsia da fome saciar. Engasguei-me com meu martini, fiquei sem respiração, não sai do salto, sem perceber o que tava acontecendo de fato tirei meus amigos da confusão, talvez saísse dali um defunto, resultado de um erro de percurso na hora da degustação. Saímos depois da conta, tudo bem certinho, Danilo faz palhaçada, tropeça no meio do nada e quase vai ao chão.  No dia seguinte acordamos meio tarde, saímos destino à atalaia, seguindo para o coqueiro, permanecemos um pouco, retornando para a mansão de tio patinhas, uma peixada exposta à mesa, resultado do sarzon apurado pela mão de Sílvia. Uma delícia! Obrigada!
Meirinha fez o feito maior, entre aspas, abriu aquela coca tradicional, com seu gosto trivial, ela, secretária vestida de saia rodada, expondo seu corpo na Medina, Dayane vendo o feito, retruca: ô diacho, olha as partes dela  à mostra, gente, quando vai servir algo da geladeira, isso lá é maneira de serviçal. Daisinha não fica calada, lembrando de sua rex empregada de nome tão batido, não agüentava mais este nome PATRÍCIA, agora Lucimeire, como enfatiza Danilo, vulgo meirinha com sua saia rodada, andando pelas calçadas com pulseiras de bolo frito.
À tarde foi de zoeira total, me omiti da azaração, não me expus às fotos, meu rosto estava indisposto a análises futuras. Estava eu deitada, foram todos me espreitar, Danilo, desastrado, faz um barulho, fazendo meus olhos se arregalar, mais uma vez me escondo dos fleches. Chega Jove, Roberto e Mel, acompanhados de Carla e Lívia, o barulho continua, aumentando o aconchego da casa do big-brother.
Me erra, eu dizia em cada brincadeira de Jove. Tinha uma tal de Matilde, codinome de um projeto de sapo que me tirou a paciência, num instante em que eu cuidava de meus cabelos, zelando por minha beleza, lá vem Danilo me lembrar de um feito meu, reprimindo-me, me chamando de individualista: tá, sou cachorra mesmo, sou a pior das piores, eu não presto, sou um Rotevaly, neste instante uma bichinha desprovida de altura, com um pouquinho de gordura sobrando, acho que veio rolando em silêncio, lança a Matilde, sob minhas costas, senti que ela estava exposta de pernas abertas, nojenta, gritei, pulei, deixei de ser Rotevaly e virei lagartixa, mais parecida com uma pipira em momento de desespero. Corri, descendo pela escadaria, cheguei no térreo eufórica, ufa, pensei: to protegida. Me ajuda Lívia, que alívio! Essa que vos fala foi chamada de lagartixa, entoaram a musiquinha peculiar: lagarta pintada...(TODOS CANTAVAM), tive momentos de nostalgia, vivi uma bela história de amor em terras Parnaibana, impossível deixar de lembrar momentos que me fizeram sonhar, reportando-me ao passado. Nessa viagem, fiquei fora do ar, confesso que fiquei, mas não cabe nesse relato a intemperança de tal fato, já que temos coisas mais interessantes para contar. As manhãs eram sempre divertidas, Karine não ficava calada, coisa de gente da caucaia, em uma delas ela chega feito um espantalho, vestida em um grande camisão de Danilo, confesso o susto que tomei, caindo na gargalhada. Teve gente que contemplando a bela manhã, arriou as calças em plena luz do dia, tudo traquinagem dessa maguinha. Sem falar que as calças não eram dela, levou sua frasqueira vazia, usando tudo das outras pessoas: perfume, shampoo, dentre outras coisas necessárias. Meirinha cheia de pose, toda manhã chegava com um robi novo, dourada, prateada, rosada, ô diacho é tanta cor que ofusca! A praia era o pointe de todas as manhãs, na última delas, Márcia demarcou espaço, dominou a área, feito a loirinha do babado novo, chamou a atenção de todos os lados, tornando-se dançarina de mesa, fiquei perplexa, muitos de boquiaberta, os homens babando de emoção, tinha uma amarelinha que há tempos queria chamar a atenção, movia-se de um lado pro outro sem nenhum resultado concreto, apenas eu e Dayane, criticávamos o feto. Márcia arrasou!
Em minha ausência e de Daisinha vieram os paparazos das emissoras representando a Tim, até o coitado do meu OI e o TDMA de Dayane serviu de cobaia pra ganharem brinde. Imagino meu celular tocando sua música fora dos ritmos dos toques da concorrente,  tantantantantan.....
Em todas as saídas de Dayane ela via um parente, de repente ela saia de fininho, quando voltava com aquele sorriso faceiro, eu perguntava tava onde Dayane: tava com meu primo sobrinho de mamãe. Depois outra saída e lá vem Dayane, outra vez, com seu sorriso faceiro, tava onde Dayane: tava com meu primo sobrinho de Papai, todo mundo ou tinha sangue de Gregório ou tinha sangue de Rita Noivas. Ô povo que tem parente.
Voltando da praia, todos famintos, em plena 5 horas da tarde, apenas bebidas foram ingeridas, alguns casquinha de camarão, Carlinha não perde a pose e passa para traz um rapaz  inteligente, um grande mestre na pintura, ela, desenha, com bravura, o seu bichinho preferido, o rapaz intimidado não quer nenhum trocado, ainda quer ir á sua procura para outras pinturas. Carla sai no lucro, aperfeiçoa seu dom, sai com seu desejo saciado, vitoriosa a moleca!
Que me desculpem os demais, todos têm seu valor, mas vou fazer deferência a alguém especial – Dayane Monteiro, fiel escudeiro, sempre caminhamos lado a lado, dividimos gargalhadas, sorrisos, talvez gotas de saudades em forma de lágrimas, compartilhamos tudo, caminhadas, tantas na praia, em uma de nossas andanças, descobriu a falta de covinha em meu pezinho. Meu pezinho fica linear sob a terra! A bichinha querendo me concertar com seu adorável RPG, termina por deixar com um TMI sigla que significa – Torta dos Membros Inferiores, dai sai caminhando assim: Meirinha se esbaldou em risadas,  fizemos um pouco de alongamento, Meirinha com sua saia rodada, verde feito camaleão, pensei: “neném ta virando huck”, tudo  fruto de minha imaginação! Nos momentos de lembranças, eu, Danilo e Dayane, falávamos do tempo de outrora, tempo de colegial, a água batendo em nossos rostos, o sol refletido em nosso olhar, o cenário era a praia, daí lembrei-me no momento que cavalgava, indo para escola no lombo de um jumento, numa carroça comum, Dayane pra diminuí minha carroça, logo vem falando de seus patins, falou da riqueza de sua infância, ô diacho eu ia era de patins. Enquanto eu tinha uma monareta, enquanto Danilo andava na garupa de sua bicicleta meio desengonçada, Dayane andava de caloi correndo, sorrindo pela estrada. Depois em  outra conversa, falávamos dos presentes de natal, ela dizia: em todo lugar eu colocava: mãe, não esqueça minha caloi e Roberto: mãe não esqueça meu carro de latinha de sardinha! Ela sempre queria diminui nossas lembranças com sua grande bonança – Rita Noivas! Em um dado momento, fugindo das lembranças do passado, eu, achando que tava sozinha, desabafei, para minha surpresa percebi um monte de bolinha vindo do fundo mar, fiquei pulando em circulo para ninguém perceber.
Karine com seu pescoço cumprindo, seu sorriso engraçado, vivia pegando cada detalhe, queria tudo filmado, só pode ser mesmo da caucaia! Te adoro, espantalho!
Voltando ao cenário da praia: Sílvia e Meirinha Tadinhas, para agradar os inquilinos vai em disparada a procura de comida, entra na contramão, com um monte de carro na frente, uma oração aos grandes construtores, aos grandes idealizadores arquitetos daqueles grandes portões, somente eles nos tiraram daquela grande confusão. Seguimos meio tortas á procura da saída, quando menos esperamos uma guarda acenando, com a cabeça balançando, talvez dizendo: vocês tão malucas! O dedo balançava, por aqui não! Um frio na barriga foi fatal, paramos, esperamos o guardar pegar a caneta... para alívio dos navegantes ele vê a placa de São Luís, deixando-nos mais á vontade: pra onde vocês querem ir, Meirinha, com as mãos na testa, em sincronia, diz:  tamos perdidinha, perdidinha. Sílvia, com os olhos esbugalhados, logo acrescentou: queremos ir para Luís Correia, estamos perdidas. Eu sou Rio, eu suada na parte de traz, Dayane meio aturdida; não perdi a oportunidade coloquei minha carinha de fora: vamos para o centro, virei-me para Dayane e logo pensei: centro de onde Dayane, ufa, passamos! Seguimos viagem. Chegamos no Alemão pedimos uma picanha, meio quilo pra quatro, logo chega a cambada: um quilo de picanha e meio de carneiro, aumentando a bagunça, fizemos de tudo um pouco, quando de repente Meirinha, em seu momento de travessura começa a juntar as palmas das mãos, entoando a bela música de parabéns, o restaurante fica contagiado com tanta alegria, mais um vez a loirinha em destaque evolui, nunca, em sua bela história de vida, recebeu tanta congratulação em pleno mês de julho. Muitos fleches, apostos máquinas digitais, celulares em posição de foto, gente do fundo querendo pegar cada lance, se esquivava para olhar, foram lançados, beijinhos e abraços de aniversário,  até uma cebola foi dada pelo garçom, de forma especial. Ganhamos a tarde, a clientela toda se voltou para aquela mesa, não sabiam eles que estavam sendo foco de gargalhadas, todos enganados, foi legal! Teve momentos sem graça, este não tem espaço neste conto. Somos amigos, amigos que brigam, que respeitam o silêncio, que fazem travessuras, que choram, que riem, tudo é normal quando se fala de amigos de verdade.
Essa que vos fala, andou de moto, fez coisas inusitadas, beijou e foi beijada, fez muita palhaçada. De repente estou naquele namoro gostoso, quando menos espero os holofotes de um carro bola, dourado, ofusca meu olhar, não sei se beijei na boca ou no nariz do meu Miranda, as luz do Pálio me causaram confusão e pra piorar vem um outro engraçadinho abrindo e fechando um carrinho, atrapalhando minha concentração. Ufa! Nas horas de silêncio também me diverti! Tomamos caldo na rodoviária, comemos pastéis inusitados, sabores desconhecidos. Gente foi molhada na calçada, tudo com muita diversão.
Não posso deixar de relatar que Sílvia também é desastrada, assusta todo mundo quando derruba o enorme armário da cozinha, quando chegamos perto dela vem se justificar – o armário caiu e fez uma barulheira, depois eu levo pra consertar! Bichinha, tão boazinha!
Lembro-me da cara da Melzinha, repugnando  o momento do retorno ao lar, no instante em que, paralelamente, babado novo truava  na avenida no corredor da folia, ela, tadinha,  arrumando-se em passos lentos, com uma cara emburrada, desprovida de risos ou gargalhadas. Caminhando em minha direção, eu debruçada, em descanso na cama aconchegante da casa de Sílvia, dá-me um adeus sem muita empolgação, seguindo com sua mochila do lado,  põe seu pé pesado de tanta raiva sob o primeiro degrau da escadaria que dá acesso à saída da mansão de tio patinhas, vulgo Sílvia, mulher do chaveiro de cifrão,  amiga do neném que vive com cartão de crédito em continência. Despedindo-se do pavimento superior, chega ao último degrau, deparando-se com a presença indefensável de Jove Oliveira que arranca Melzinha  com destino ao Guanabara, agora imagino Melzinha no corredor daquele ônibus, cadeira 16, cada marcha percorrida é uma distância há mais de Parnaíba; o som dos pneus do carro em movimento transforma-se em cantiga de ninar, ela adormece acordando toda babada, sonhando que era Claudinha Leite lhe chamando para dançar: não era babado novo não Belzinha, foi só um sonho que se transformou em fato concreto devido sua boca exposta ao vento da janela, xiiii babei: ela pensou, caladinha no escuro do carro em movimento. Talvez, a belzinha, no momento da nostalgia, se lembrou do passado e por um impetro tirou a capa da poltrona... aquela que diz: Guanabara  - conforto indo e voltado, daí lançou pro alto achando que tava naquele show, aquele show que todos nós conhecemos, o do Biquíni Cavadão,  cantemos juntos, girando as mãos pro alto: Ei, ei, ei, ei - Tudo isso gente é fruto da imaginação dessa que vos escreve e relata em tempo real.
Na manhã de nosso retorno  tirei as fotos do pessoal, na segunda retirada, todos em posição, tirei apenas da família Sílvia, fazendo com os outros azaração. Uma alegria na chegada, uma saudade na partida, no coração guardamos aquela expectativa de um retorno futuro. Fizemos discurso, somamos risos, dividimos esperanças, alimentamos a nossa aliança, tornamo-nos mais amigos, cheios de confiança. Dentro do carro, no retorno, pensando em Roberto, abaixei-me na rodoviária para não causar confusão. Muitas músicas românticas me reportaram ao passado, chorei nas pernas de Roberto. Ninguém entendeu nada! Lá vem a Márcia: quer uma aguinha, ô diacho em pleno mato ela ia me trazer água, pensei e logo falei: não posso chorar não! Liga esse carro e vamos sair que to morrendo de calor! Um silêncio total, nem a música de Nara Leão era entoada pela voz de tenor de Danilo, que sempre diz - Ô Nara Leão. Assim foi nossa história que termina no dia 24 de julho, no instante em que, afagada por minha amada mãe, adentro em minha casa, vendo o eco se encobrir por uma curva. Tudo isso é fato real e mais real para nossa história é cantar em uma só voz a música: amigos para sempre é o que nós queremos ser....


Obrigada!

 
Eliene César
Enviado por Eliene César em 27/07/2006
Reeditado em 27/07/2006
Código do texto: T202971
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Sobre a autora
Eliene César
Piripiri - Piauí - Brasil, 45 anos
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Eliene César