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SEDE DE AMOR


 São as dores do passado que levam-me a esta atividade. Escrever é hoje mais que um deleite. É uma necessidade onde a ousadia é controlada e os desejos são pedras difíceis mas não impossíveis de serem desviadas dos pés cansados às vezes,  e às vezes apressados. Sonhos desfeitos, vontades insatisfeitas, corações partidos, gestos velados, canções nos corações. Mentes precisam ser ocupadas e utilizadas, mas tudo em excessoprejudica.

 Hoje não sou afobada como em tempos idos. Sou o símbolo de um otimismo calmo, sem grandes arroubos de desejos tolos, mascarados de aparência satisfeita, onde não existe um grande sorriso, mas um sorriso de bondade, sem espertezas, sem malícias, sem indecências.

 Tive e tenho desejos truncados pela decepção, pela dor, pelo desamor. Sinto muita saudade dos tempos passados, mas acima disso, tenho a esperança companheira, amiga, que me faz modificar o verbo. Passo agora a ser aquela pessoa sem cuidados exagerados com o que possa ser feito e dito.Amo com mais força e ousadia. Sou a personagem de um passado hiper decente com  um futuro radiante, cheio de realizações, de quimeras.

 Hoje creio na vida, nos sonhos,  nas promessas. Depois de finda a tormenta, estou plena do amor divino. Foram-se as mágoas, as dores pelas perdas, as saudades doloridas. Restam as vontades amorosas, as sensações de perdas necessárias, as saudades calmas. Entes que partiram são recordados quase com alegria.

    Novos compromissos são agora feitos com mais amor e satisfação. coloco-os no papel, sem preconceitos, medos ou frustrações. O amor aflora e o declaro aos quatro cantos . Fervem as ilusões, os desejos, as esperanças. Mesclam-se vários sentimentos. As espectativas são variadas, mas uma é primordial: o grande desejo de dar e receber. Sim, isso acontece por motivos diversos: as carências passadas, as vontades não satisfeitas, as mágoas armazenadas.

 Situações diversas levaram- me a ser atualmente esta nova criatura.Somos todos animais, só diferindo pela linguagem, que Deus a nós concedeu, e a usamos às vezes sem cuidados, sem  gratidão; muitas vezes nos esquecemos desse nosso privilégio, integrados a uma sociedade  selvagem e desumana, mas enfim uma sociedade.

 Não sei ser pedra na vida, ter sangue de barata, embora o demonstre  algumas vezes. Só sei ser eu mesma: mulher que ama e sente,  que não quer uma só noite, mas várias noites junto a um amor.  Entendo que alguns  homens queiram uma única noite, porém a mulher não é assim; ela quer segurança, proteção, companheirismo. Ama com garra e ousadia. É amorosa e persistente. Quando deseja e ama quase enlouquece.  Sei que meu homem me quer e precisa de amor e carinho. Estou à sua disposição e ele tem conhecimento desse fato, embora precise resolver alguns problemas. Hiper ativo, com ele me preocupo. Talvez me queira  por uma noite, mas sabe que não aceitarei; somente se tivermos encontros regulares, para saciar nossa sede de amor.
marlene andrade reis
Enviado por marlene andrade reis em 21/08/2006
Código do texto: T222006
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Sobre a autora
marlene andrade reis
Taguatinga - Distrito Federal - Brasil
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marlene andrade reis