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"Era tarde de sexta feira, Victória havia chegado do trabalho exausta e decepccionada, sentia-se completamente avessa a qualquer factor de bem estar, além de dores físicas... Mas mesmo assim ao entrar em casa, projectou mentalmente o que ira fazer, pois Bernardo chegaria dali a algumas horas e tinha que fazer o jantar... De facto, arrumou tudo no sítio, e depois procedeu ao Jantar, terminando nada de Bernardo, resolveu tomar um duche para ver se sua disposição melhorava, e sabia que as sextas Bernardo poderia estar nos copos com os colegas do trabalho e apesar de não achar algo viável, também respeitava o espaço dele...
Encheu a Jacuzzi, e deliciou-se com o banho, mas mesmo assim não conseguia deixar de estar magoada com alguns acontecimentos aos quais havia passado naquele dia...
Ao sair da casa de banho, assusta-se com a entrada de Bernardo, já um pouco alto devido aos copos... Victória quer compartilhar os factos ocorridos naquele dia e fala de forma ríspida, começa a discussão, e Bernardo diz ser sempre a mesma coisa... no alto da discussão, Victória tapa os ouvidos, e simplemente diz:
- Não quero discutir, apenas preciso de você, por favor não precisa dizer mais nada apenas abrace-me...
Bernardo, estático, sempre discutiam em uma competição constante em tom de voz entre outros factores, mas naquele momento somente sentiu vontade de abraçar Victória e proporcionar-lhe o que estava a precisar, algo como segurança e calor humano... e o fez...
Sentaram-se no sofá, ele a olhar para ela, frágil, indefesa, queria protegê-la."
Parte deste conto, mostra a realidade de um casal, ou de vários no universo, pois é fácil conviver quando se está tudo bem, quando estamos amáveis e dóceis, mas a partida de momentos menos bons, não procuramos compreender e muito menos entender um ao outro, tendo actitudes impensadas e exacerbadas por qualquer motivo,  e nestas situações procuramos isolar-nos, como fulga de problemas, o "deixa andar", ou até mesmo a postura de silêncio e ou desprezo, onde somente causamos o distanciamento, sem que os problemas sejam resolvidos de forma tranquila e senil, procurando ter um grande poder de encaixe nas várias situações ... devemos nestes casos parar um pouquinho e pensar que em um relacionamento precisamos do apoio um do outro, dando cada qual a devida importância ao problema do outro, sem grandezas, mas como mostrar que importa-se, promovendo a aproximação, pois o distanciamento é algo inerente a qualquer ser humano, como forma de defesa e é ai que temos que trabalhar o nosso eu... 
Como mulher posso dizer que " nos precisamos saber ser tocadas, abraçadas e ouvidas, situações de cunho importante..." e se num relacionamento atentarmos,  percebemos que os conflitos podem ser facilmente resolvidos... é uma questão de postura e frente ao mundo, fazendo com o outro aquilo que queremos para nós.... Pois Homens e Mulheres são diferentes, e um relacionamento não tem que ser uma luta constante, e ao buscarmos de forma incessante conhecer, reconhecer e explorar estas diferenças descobrimos um leque de opções e maneiras de melhorar as relações.... 



Carolzita
Enviado por Carolzita em 30/08/2006
Reeditado em 30/08/2006
Código do texto: T228943

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Sobre a autora
Carolzita
Portugal, 42 anos
453 textos (61659 leituras)
5 e-livros (749 leituras)
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