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A Lenda da Buiúna de Marabá

       Tudo aconteceu quando meu avô chegou aqui em Marabá e foi morar num lugar chamado Carrapato, que ficar por baixo da praia do Tucunaré. A história que vou contar aconteceu numa tarde, por volta das 5:00, quando ele resolveu ir até a Velha Marabá fazer umas compras.
Ele pegou uma canoa para atravessar o rio. Quando estava remando e a canoa, já estava no meio do rio Tocantins, bem onde ele faz divisa com o Itacaiúna, em frente ao bairro do Cabelo Seco, aconteceu uma coisa muito estranha. De repente a água começou a roda igual a uma roda de trator, só que bem mais grossa e maior. Ela então começou a subir cada fez mais rápido até que ficou no formato de um arco-íris.
Meu avô começou a olhar para a figura que ia se formando de acordo com o movimento da água e de repente ela se transforma numa cobra gigantesca, sem rabo e sem cabeça. Só então, ele percebeu que se tratava da tal Buiúna, uma cobra encantada. Quando descobriu isso ele ficou apavorado, sem saber o que fazer, pois a única coisa que tinha para se defender era, apenas, uma faquinha, daquelas que os pescadores chamam de punhal. Ele então pegou a faca e enfiou bem no meio da barriga da cobra ferindo-a. Depois puxou, quando fez isso a cobra afundou com tanta velocidade que a água da onda quase virou a canoa.
Após isso, tudo ficou em silêncio. Meu avô achou tudo muito estranho e mais que depressa começou a remar, desesperadamente, subindo em direção a praia até ficar em frente a igreja Nossa Senhora das Graças, onde ele atravessou para a Santa Rosa. Quando chegou lá encontrou outros pescadores e contou a história para eles que aconselharam-no a nunca mais entrar no rio, pois a partir daquele dia ele estava condenado a morte pela Buiúna e ela não iria descansar enquanto não o matasse.
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JC Silva
Enviado por JC Silva em 03/09/2006
Código do texto: T231987
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Sobre o autor
JC Silva
Marabá - Pará - Brasil, 23 anos
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