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ASAS DA HUMILDADE

TEATRO E CONTOS, registrado conforme leis dos direitos autorais. Não envie sem o nome do autor, obrigada.

            ASAS DA HUMILDADE
 

     Havia numa harmoniosa floresta distante, muito além de nossa imaginação, uma borboleta linda mas muito soberba. Sua beleza era incomparável, realmente, voava alto, estendia suas asas contra os raios do sol, exibindo-se toda. Muito adorada e cobiçada se sentia, tornando-se motivo de muita discussão.


     Uns a adoravam e a imitavam. Alguns a detestavam, por inveja simplesmente, ou então, os mais sábios da floresta viam nas atitudes da bela borboleta, motivo de grande preocupação, pois sua arrogância a olhos vistos crescia e as pequenas e lindas borboletinhas, que antes eram perfeitas em amor no coração, seguiam seus passos a cada dia, tornando-se insuportáveis também, tratando a todos com distância e muita diferença. Desequilibrando a harmonia da linda floresta.


     Um dia porém, veio a terrível e dolorosa lição. Viu-se a borboleta sozinha, voando de nariz empinado, olhando pro alto, sem grandes preocupações, pois suas "súditas", como ela dizia, se auto-denominando "rainha", faziam sempre suas obrigações. De repente, chocou-se com um gavião, que sem dó nem compaixão, atira a linda borboleta ao chão. Esta chora ao perceber sua condição. Suas lindas asas se partiram, pedaços por todo canto espalhados. A borboleta já não podia voar. Nem lá do alto se enobar. Não poderia mais se exibir.


     Procurou suas "súditas" para se consolar. Uma a uma foram se tornando distantes. Não queriam mais sua feia companhia. Ela já não era mais tão interessante.


     Viu-se sozinha a borboleta, então. Lembrou-se de uma prece decorada e pôs-se a desfiar mecanicamente uma oração, sem razão. Mas precisava de muito mais. Despertar-lhe a consciência de tudo o que fez. Postou-se humilde desta vez e a todos pediu perdão. E pra DEUS prostrou-se em oração.


     Suas asas não nasceram de novo, como esperavam nossos irmãos. Mas o final feliz da borboleta e para todos da linda floresta, era a harmonia e o AMOR, equilibrando toda a natureza, vibrando em cada coração.

DIANA LIMA, SANTO ANDRÉ, 11/08/2006

                 FINAL

O PLANETA TERRA E A HUMANIDADE SÃO AQUI REPRESENTADOS PELA FLORESTA E SEUS BICHOS,QUE EM CONVULSÃO FEBRIL NÃO PERCEBEM AS MIRÍADES DE OPORTUNIDADES DE SEREM MAIS FELIZES. A HUMILDADE É APENAS UMA DELAS.
Autor:Diana Lima



ADAPTAÇÃO TEATRAL
PRIMEIRO ATO:
 

Entra a suntuosa e bela borboleta, exibindo-se toda e se achando a "tal".

Entra também os outros bichos da floresta. No meio, umas borboletinhas menores, imitando a borboleta principal.

(Para todos os bichos, usar a imaginação e criatividade, reduzindo ao mínimo os custos, visto que a idéia é trabalhar a humildade.)

Bichos em geral, dividos no palco em:

è Os que adoravam e imitavam a borboleta (borboletinhas);

è Os que a repudiavam por inveja;

è E os sábios, por terem a consciência da real situação da floresta, perante as atitudes da borboleta.

SEGUNDO ATO:
 

Borboleta voando sozinha e arrogante. As borboletinhas as seguem como de costume, mas ela dizia que não queria ninguém para dividir os raios do SOL e nem para atrapalhar. Disse que precisava meditar.

As borboletinhas saem de cena, tristes e decepcionadas.

A borboleta choca-se com um gavião. Este a joga no chão.

Ela chora ao ver suas asas em pedaços.

Pensa e diz "Como vai ser minha vida sem minhas lindas asas. Como posso voar e esnobar os outros bichos? Como vou conseguir me exibir?"

Aos poucos os bichos vão se aproximando para ver o ocorrido.

A borboleta, ali estendida no chão, implora por atenção e compaixão, mas um a um vão se afastando. Estavam em desequilíbrio. Já não tinham amor no coração.

As borboletinhas diziam "Você não quis nos levar, dispensou a nossa companhia. Agora fique aí". "Nossa, como você está feia assim. Não queremos mais ficar com você". "Já não temos mais a quem imitar e adorar". Todas as três borboletinhas dizem juntas "Adeus" e todos saem de cena..
 


TERCEIRO E ÚLTIMO ATO:


Borboleta se vê sozinha. Tenta rezar uma prece decorada (pega um terço na mão), mas não consegue harmonização. Se desespera e chora.

Entra em consonância com o Criador. Recebe inspiração de pedir perdão.

Chama todos os bichos e humildemente pede perdão. Olha para o céu. Coloca-se de joelhos no chão e a DEUS também pede o perdão.

Ela sabe que não vai mais voltar a voar, mas que aprenderá a viver em sua nova condição.

Todos se abraçam contentes e a paz volta na floresta a reinar.


O narrador termina a narração.


Adaptação teatral de Diana Lima e Anselmo Gomes – 11/08/2006


COMO VAI SER A NARRAÇÃO


ATO UM:


     Havia numa harmoniosa floresta distante, muito além de nossa imaginação, uma borboleta linda mas muito soberba. Sua beleza era incomparável, realmente, voava alto, estendia suas asas contra os raios do sol, exibindo-se toda. Muito adorada e cobiçada se sentia, tornando-se motivo de muita discussão.


Uns a adoravam e a imitavam. Alguns a detestavam, por inveja simplesmente, ou então, os mais sábios da floresta viam nas atitudes da bela borboleta, motivo de grande preocupação, pois sua arrogância a olhos vistos crescia e as pequenas e lindas borboletinhas, que antes eram perfeitas em amor no coração, seguiam seus passos a cada dia, tornando-se insuportáveis também, tratando a todos com distância e muita diferença. Desequilibrando a harmonia da linda floresta.
 


ATO DOIS:


     Um dia porém, veio a terrível e dolorosa lição. Viu-se a borboleta sozinha, voando de nariz empinado, olhando pro alto, sem grandes preocupações, pois suas "súditas", como ela dizia, se auto-denominando "rainha", faziam sempre suas obrigações. De repente, chocou-se com um gavião, que sem dó nem compaixão, atira a linda borboleta ao chão. Esta chora ao perceber sua condição. Suas lindas asas se partiram, pedaços por todo canto espalhados. A borboleta já não podia voar. Nem lá do alto se enobar. Não poderia mais se exibir.


     Procurou suas "súditas" para se consolar. Uma a uma foram se tornando distantes. Não queriam mais sua feia companhia. Ela já não era mais tão interessante.
 


ATO TRÊS E ÚLTIMO:


     Viu-se sozinha a borboleta, então. Lembrou-se de uma reza decorada e pôs-se a desfiar um terço sem razão. Mas precisava de muito mais. Despertar-lhe a consciência de tudo o que fez. Postou-se humilde desta vez e todos pediu perdão. E a DEUS prostrou-se em oração.


Suas asas não nasceram de novo, como esperavam nossos irmãos. Mas o final feliz da borboleta e para todos da linda floresta, era a harmonia e o AMOR, equilibrando toda a natureza, vibrando em cada coração.
 


IDÉIAS PARA O NARRADOR


Uma criança caracterizado de uma senhora bem idosa, com um livro na mão, dublando a história. Esse personagem fica numa cadeira o tempo todo no palco, desde a abertura até o encerramento da peça.
 
 
                   FINAL

O PLANETA TERRA E A HUMANIDADE SÃO AQUI REPRESENTADOS PELA FLORESTA E SEUS BICHOS,QUE EM CONVULSÃO FEBRIL NÃO PERCEBEM AS MIRÍADES DE OPORTUNIDADES DE SEREM MAIS FELIZES. A HUMILDADE É APENAS UMA DELAS.
Autor:Diana Lima


Diana Lima
Enviado por Diana Lima em 05/09/2006
Código do texto: T232953
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Sobre a autora
Diana Lima
Santo André - São Paulo - Brasil
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Diana Lima