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PRIMEIROS CONTATOS COM MÉDIUNS




16/11/05.



Quanto ao meu contato anterior com médiuns, tive apenas dois dignos de nota. Quando ainda era criança, com meus 12 anos, abriu na rua onde morávamos um Centro de Umbanda, e em certas noites os atabaques podiam ser ouvidos pela rua toda, e eram contagiantes! Como toda criança, eu e minhas amigas éramos curiosas. Um dia, conversando a respeito, minhas amigas “confidenciaram” (na época, todos em nossa comunidade consideravam os rituais africanos como demoníacos) que tinham ido algumas vezes espiar o que acontecia, e ficavam olhando até serem descobertas e expulsas.
Aí descreveram o que viram, trocando informações entre elas, e eu ouvindo, curiosa... resolvemos imitar para me mostrarem como era, e uma delas foi mesmo possuída! Digo isso porque ela se transformou fisicamente de forma radical, e deu um salto por cima do carro de meu pai humanamente impossível, que diria para uma menina com o corpo dela. Assustadas, nós outras não sabíamos o que fazer, e eu perguntei o que eles faziam, ela respondeu, eu fiz e deu certo... mas nunca mais quisemos “brincar de centro”, muito menos a vítima, tadinha, que caiu no choro quando desincorporou.
Na outra vez, vi-me num apartamento com dois amigos, em que um deles recebia e o outro ajudava, e era dia de “sessão”. Eles me avisaram, e disseram que se eu não quisesse participar, tudo bem, mas eu fiquei, claro, quietinha no canto, observando a tudo. Certa hora veio um “bahiano” muito gente boa, que fez questão de me incluir no papo, para me aconselhar. E eu conversei normalmente com ele, bem à vontade mesmo, eu estava na minha fase atéia, e acabamos até discutindo, porque eu discordei dele, e ele, rindo, me disse: “Entre tu e uma pomba-gira, prefiro a pomba-gira!” Mas ficamos muito amigos, ele inclusive me oferecendo proteção quando eu precisasse, bastava chamá-lo pelo nome.  Até tentei, mas achei que não funcionou muito, então deixei pra lá. Considerei-o então apenas mais um conhecido.

Edilene Barroso
Enviado por Edilene Barroso em 15/09/2006
Código do texto: T240557

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Sobre a autora
Edilene Barroso
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
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Edilene Barroso