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A AREIA AZUL

O mestre apresentou, na mão esquerda, aos seus discípulos, uma pequena quantia de areia tingida de azul. Em cada cumprimento de adeus deixou esvair uma pequena parte desses grãos que voaram aos olhos de cada discípulo numa quantia igual. Os mais de cinco homens, bem vestidos em ouro, perguntaram ao mestre, antes que ele partisse, o por que da areia azul e o por que do esvair-se, indo diretamente aos olhos, da areia azul. Como sempre, o senhor do pó obrigou seus discípulos a indagarem-se dos porquês... e feliz foi embora, sem dar a resposta aos dois enigmas. Os mais de cinco homens, sempre senhores de si, ficaram encafifados e pela primeira vez juntaram-se para conversar, refletir e descobrir tais respostas. Foi quando, depois de horas sem respostas - faltou fé - que lá do céu, mais umas pequenas gotas de areia, feitas de ouro, caíram. Mas eles atônitos enxergavam elas azuis como a cor do céu. Porém, foi assim que os discípulos descobriram quantas maravilhas existem em pequenas gotas de areia azul, quando todos compartilham dela; e por causa dela, irmanados, descobrem, o quão é bom juntarem-se, dividir as idéias e olhar ao redor. E hoje o mundo dos mais de cinco homens vê areia na cor azul, simples como a cor do céu e tão bela como a cor do ouro.
Alexandre Tambelli
Enviado por Alexandre Tambelli em 08/10/2006
Reeditado em 20/02/2011
Código do texto: T259315
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Alexandre Tambelli
São Paulo - São Paulo - Brasil, 48 anos
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