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O menino que gostava de calcinhas.

 
 
Luis Rafael era um menino como todos os outros, jogava futebol, brincava de bonecos, empinava pipa, jogava bolinha de gude. Mas ele possuía um passatempo até então diferente dos outros meninos da sexta série. Luis Rafael levantava  as saias das meninas de sua classe. Pode até parecer uma coisa normal para um pré-adolescente, pois ele passava  pela fase em que seu corpo é dominado por hormônios que acabam transformando-o em uma máquina de masturbação. Isso fez com que Luis Rafael destinasse grande parte do seu tempo livre à arte do punhetismo.

Em pouco tempo LR abandonou seus amiguinhos, deixou de fazer os deveres de casa que a tia Teteca passava na escola para se dedicar quase que integralmente à masturbação. Seu esforço físico e psicológico nessa “maratona masturbatória” acabou fazendo mal a sua saúde. Esse jovem acabou perdendo 4 quilos. Essa maratona só acabou pois em um belo dia em que Luis Rafael se auto-flagelava no banheiro, a fraqueza tomou conta de corpo e ele desmaiou. Sua mãe o encontrou nu, com a mão em seu pequenino pênis. Após o susto, dona Maria das Dor levou seu filho no médico para tratar dos problemas gerados por sua compulsão.

Após seis sessões (acho que é assim, nunca entendi esse negócio de c, ss, ç...ta entendendo??então beleza..) com uma psicóloga de 70 anos, gorda, manca, com uma verruga no nariz  e que precisava levantar seus seios para coçar seus próprios joelhos e a utilização de pomadas para curar os estragos feitos por sua auto-flagelação no pênis, Luis Rafael foi curado. E voltou a seguir sua vida normalmente.

Um belo dia seu pai com o intuito de colocar mais diversão na vida de Luis Rafael, e apresenta-lo definitivamente ao mundo da sexualidade. Comprou-lhe uma revista em que mulheres apareciam em cenas de sexo explícito. Luis volta ao seu vício mortal, porém com menos intensidade, pois a imagem de sua psicóloga fazia-o brochar sempre quando ele desejava controlar seus impulsos.

Até então Luis Rafael se masturbava usando a imaginação, portanto, a revista seria uma nova modalidade no esporte que ele mais praticava no banheiro de sua residência.
Ao abrir a revista Rafael gostou de poucas fotos, incrivelmente só se interessava por mulheres vestidas com calcinhas, as peladas ele simplesmente ignorava. Então percebeu que a revista pornô não era a solução de seus problemas, e sim os catálogos em que sua mãe adquiria calcinhas. Luis Rafael pensava em calcinhas por em grande parte de seu tempo. Roubava calcinhas de sua mãe, irmã, tia ou de qualquer uma que desse mole.

Dona Maria descobriu o esconderijo das peças intimas, e com medo de seu filho Luis Rafael virar Rafaela da purpurina dourada, obrigou LR a freqüentar novamente sua psicóloga que era tão bela como fezes de neném. E lá foi o menino por mais uma jornada de conversar com a “bela” mulher. Luis Rafael gostava mesmo é de mulher. Mas o que deixava ele com T(que piadinha velha essa do T maiúsculo) era calcinhas em corpos femininos.

O tempo foi passando e em sua juventude, contratava prostitutas para utilizarem calcinhas enquanto ele se masturbava. Era o único a assistir mulheres que ficam dançando de calcinha nos filmes pornôs de baixa qualidade exibidos em alguns canais pagos. Virou “leitor” assíduo do catálogo de calcinhas para que sua mãe comprava da vizinha.Em festas, após um consumo excessivo de álcool costumava agarrar meninas em busca da chamada “palinha de calcinha”. Muitas vezes acabou sendo agredido por suas investidas contra as vestimentas das meninas. A maior verdade é que só as calcinhas possuíam o poder de deixar Luis Rafael com tesão.

Ficando mais velho, sua “tara” tomava faces piores. Ficava à espreita em seu apartamento admirando as calcinhas e shortinhos, com que suas vizinhas andavam em seu próprio lar. Até que em um belo dia um dessas meninas que tivera sua privacidade invadida, resolveu arrumar um barraco com Luis Rafael. Ela o chamava de tarado e utilizava palavras ofensivas contra sua pessoa, o que acabou libertando o monstro atirador de ovos que existia dentro dele. No dia seguinte a varanda da menina amanheceu coberta por ovos. Coitada, após ser assediada ainda teve sua varanda transformada em uma grande omelete. Luis Rafael percebera que havia passado dos limites.Acabara se tornando em um psicopata atirador de ovos.Isso precisava mudar.

Luis Rafael, cansado de ser refém de seu vício resolveu procurar tratamento. Hoje ele é uma pessoa feliz. Gosta de mulher como um todo e não só vestida com peças intimas. Aproveita muito mais as belezas da vida e os prazeres do sexo. Hoje se dedica a prática de todas as modalidades sexuais.

Távora
Enviado por Távora em 24/10/2006
Reeditado em 24/10/2006
Código do texto: T272318
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Sobre o autor
Távora
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 29 anos
2 textos (3310 leituras)
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