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Texto
tes instantes de pura sobrevivência ... gritavam___
ermos no tempo com um significado de Vida. E de Vi-
da,plena de luz vívida, vivida. Só mais tarde surgiriam
caçadores frios que embolsavam a carne mais tenra __
mas que se tornaram duros ___ armados antes por
dentro que por fora, com as pedras lisas do silêncio in-
teressado.
A inocência da caça então se perdeu, substituída,
entanto, por uma Ciência Nova e que se fazia novidade.
O grupo prosseguia___ prossseguimos, uma via-
gem não mais arrastada. As barcas com todas as Par-
cas da Chegança. Afinal ainda cremos que a linha que
nos tece é de luz. Somos o detrás do arco-íris ___car-
ne nobre. Somos rentrância da carne no tempo. Ven-
cemos a Pobreza . Inauguramos o novo sol, rostos
iluminados.Percurso da manhã à tarde e novamente à
manhã. A noite é o dia do Sonho.
Alguns com peles lustrosas, outros em trançados
linhos, vestes mais leves __todos tatuados da perten-
ça de um grupo em amor. Não só as bocas, todos os
corpos queriam lambuzar-se, lamber o Sal. O sol amai-
nava o furor pontudo de suas setas, um véu. Coava
entre nuvens___ destacava a eles todos com novas
sombras___ e longas e longitudinais ( mesmo que em
rumo de meio dia ).
Deixamos a planície, o caminho das savanas ___ a-
dentramos e saímos das cavernas ___ desfazemos o
gelo glacial... tentamos criar raízes.
Cachoeiras, florestas, plainos, cânions, vales, pare-
dões de "cliffs", muralhas de arenito, argila, terracota
vermelha e de pálidos amarelos... golfos, baías cálidas,
cálidas ou pálidas enseadas...bosques floridos... o pên-
dulo natural sempre a girar, indicar. Esferas que inau-
gurais. A raiz do olhar em olhares. E "assim fomos cor-
tando aqueles planos que nenhuma geração não pene-
trou..."
A planície chamava, o sol chamava, como se hou-
vesse um encontro.
O dia declinava mais uma vez no eito preguiçoso
de fruto novamente colhido, à bandeja entre pós __
o tempo. Na luz frouxamente perfeita do provisório
declínio ___ um dia de sorte ___ e um elevou a voz,
tirando dos gutúrios um riso melódico de satisfação.
A luz do sol era infinita. repercutiu a melodia por to-
dos os ocos e vales, nittidamente perfeita nas imper-
feições: Ah!... foi o primeiro, resoluto ,"carpe diem".
Às vezes volteavam, como que dando voltas ritu-
ais em torno do sol, nessa aventura sem centro ___
por isso toda centros___ os velhos caminhos com
pedras, eles indicavam com inserena reciprocidade
os idos. Por um fenômeno de margens que se comu-
nicam estavam todos __inda vivos. Escondidos nas
quebradas do Vento ...Que casa, ah! que exista, mais
confortável ?!...
Quem pode explicar o Amor : Quem pode expli-
car o pertencimento ? O grande meteoro veio de lon-
ge, do espaço ___ trazia uma escureza toda luz ___
uma carta, uma fonte de e-mails, um bilhete colorido ,
um recado. E dizem que caiu. Caiu nas montanha que
circundavam as savanas, abrindo rios de fogo (Santo
Fogo !...). E os rios escavavam a terra, desalojando,
derretendo minérios ( e muito ouro, fazendo algo mai-
or !) ___ algo flexível como quentura doce das águas
___ carne de sol... de mel. Serenas de Promessa Efe-
tiva : Antivirulências.
Foi quando uma espécie nova se formou. Porque a
Terra, ela chamava para as posses aquáticas da Paz.
Queria amar, queria o Amor, sob um sol novo.
(Fim da Primeira Parte )
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Sobre o autor
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Jorge Sunny
Rio de Janeiro/RJ - Brasil, 58 anos
3032 textos (26715 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/05/13 04:28)
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