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Pra Sempre

     Foi por acaso: eles se olharam, a luz do olhar dele penetrou no olhar dela, e vice-versa. Aconteceu. Estavam apaixonados.
              .   .  Três meses depois  .   .   .
    Passaram a se encontrar todos os dias, e mesmo quando não estavam juntos, seus corações formavam somente um, e um sentia a presença do outro dentro de si.
    Se amavam mais que suas próprias vidas, se dedicavam integralmente a esse amor, eram mais fiéis a ele do que a si mesmos...

    Se aproximava o fim de mais um encontro sob a luz da lua, que abençoava aquele casal tão apaixonado. Dava pra ver que seria pra sempre... Ela então ficou de pé, com o olhar fixo no homem da sua vida, enquanto ele se levantava também. Ele foi se despedir dela, se beijaram outra vez, fizeram juras de amor eterno, que com certeza seriam cumpridas, ele lhe beijou a mão e disse: “Até amanhã, minha princesa”, mas os olhos da menina se encheram de lágrimas, seu coração apertou dentro do peito, e então o puxou para um forte abraço... Ele se intrigou, mas não pôde deixar de apreciar aquele gesto.
    Então perguntou: “O que foi?”. Ela não conseguiu falar... Eles então repetiram o ritual de despedida e ele foi andando, se afastando, enquanto ela, escondida, o seguia com seu olhar triste, mas sem saber o porque daquela sensação tão incômoda.
    Chegou em casa, e a cada tic-tac do relógio, seu coração ia diminuindo e lágrimas rolavam de seus olhos cor-de-água.
    Então, às seis da tarde, ela se sobressaltou. Ficou parada, olhando a foto do seu amado enquanto o relógio badalava num som derradeiro. Ela já sabia.
    Dali a alguns instantes, um velhinho bondoso que era o único conhecedor da história do casal, entrou na casa da menina, na qual morava “sozinha”, e a avisou. Ele havia morrido.
    Ela, por sua vez, já se encontrava aos prantos, se derretendo em lágrimas. Quis saber, por fim, o motivo da morte.
    “-Ele tinha uma doença muito grave que só foi descoberta pelo nosso povo agora, depois de vermos o estado do corpo. – Disse o velho – Ela só pode ser detectada depois que a pessoa morre...”.
    Ela chorou mais ainda... Não mais teria sentido viver...
    “-Mas ele lhe deixou isso”. – E entregou à garota um envelope endereçado a ela.
    Ele declarava todo seu amor, mais uma vez...
    Agora ele estaria vivo na memória dela...
    Uma das frases da carta era: “Quando uma leve brisa tocar o seu rosto, não se assuste: é a minha saudade que te beija em silêncio”.
    É, nem a morte conseguiu separá-los, aquele amor realmente seria pra sempre.
Miss Lohanna do Amaral
Enviado por Miss Lohanna do Amaral em 15/08/2005
Código do texto: T42680
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Sobre a autora
Miss Lohanna do Amaral
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 25 anos
6 textos (434 leituras)
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Miss Lohanna do Amaral